
À frente de milhares de lojas e maiores empregadores da capital, comerciantes foram alvo dos candidatos à prefeitura de BH, ontem. No segundo dia de campanha, postulantes ao Executivo visitaram diferentes polos comerciais e firmaram o compromisso de dar maior espaço aos lojistas nas decisões da PBH.
O candidato João Leite (PSDB) se reuniu com representantes do Sindicato dos Lojistas de Belo Horizonte (Sindilojas). As propostas dele para a área são o reforço da segurança pública e da organização do espaço urbano. E garantiu: “Tudo o que atinge os lojistas, vamos à mesa para discutir”.
De acordo com o presidente do Sindilojas, Nadim Donato Filho, dentre as necessidades da área estão o aumento do número de vagas de estacionamentos nos polos comerciais, um maior controle das feiras itinerantes e a participação dos comerciantes nas decisões que afetam o segmento.
A instituição, que possui 32 mil associados, tem realizado encontros com os principais candidatos. Todos eles disputam com afinco o apoio do grupo, que é o maior empregador da cidade.

REGINALDO LOPES – Candidato quer comércio de bairro fortalecido
Central
O candidato do PT, Reginaldo Lopes, preferiu uma linha mais popular. Ele encaixou, em uma agenda atribulada, uma volta pelas lojas do Centro. Defendeu o fortalecimento das lojas de bairro, o que acredita poder viabilizar ampliando as linhas de ônibus. Ou seja, o maior acesso levaria os consumidores para as lojas em regiões distantes.
Além disso, Lopes defende que a revitalização do Barro Preto, em estudo, ocorra com uma maior participação dos lojistas para evitar prejuízos, assim como ocorreu na Savassi, na região Centro-Sul da cidade.
Eros Biondini (PROS) esteve ontem no polo comercial. “Eu não diria que escolhi a Savassi porque o comércio é uma base eleitoral forte, mas por ser um setor fundamental para a economia de Belo Horizonte. Por isso, temos que ter uma gestão colaborativa com os comerciantes”, comentou.
Segurança é tema prioritário entre concorrentes à prefeitura
Aumento do efetivo da Guarda Municipal e até mesmo a utilização da BHTrans para evitar crimes foram cogitados pelos candidatos, ontem.
Para Sargento Rodrigues (PDT), é preciso fazer uma integração entre as ferramentas disponíveis. Isso significa usar Guarda Municipal, BHTrans e Vigilância Sanitária para melhorar o ambiente urbano e reduzir crimes.
Reginaldo Lopes (PT) disse pretender aumentar o efetivo e especializar a Guarda Municipal. “A corporação não vai mais vigiar prédios e sim as pessoas”, afirma.
Da mesma forma, João Leite (PSDB) citou o fortalecimento da segurança pública como uma das prioridades de governo.