O cinema também na disputa dos Jogos Olímpicos

AFP
13/07/2012 às 13:38.
Atualizado em 21/11/2021 às 23:32
 (Divulgação)

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Ficções, documentários, biografias, os diretores de cinema fazem uso de todos os gêneros para levar os Jogos Olímpicos à sétima arte e retratar uma das grandes paixões da Humanidade: o esporte, que viverá sua grande festa entre os dias 27 de julho e 12 de agosto em Londres. Para algumas pessoas, a sétima arte e as Olimpíadas têm tanto a ver que, para aproveitar a ocasião, uma cadeia de cinemas do Brasil resolveu embarcar na conquista de mais espectadores para suas salas fazendo uso das competições.


Durante todo os Jogos de Londres, a rede Record, dona dos direitos de transmissão dos Jogos no Brasil, exibirá em 3D as competições em 20 salas de cinema digital da rede Cinépolis, em várias cidades brasileiras. A relação entre cinema e Olimpíadas vem de longa data. A primeira obra sobre os Jogos ficou a cargo da famosa diretora alemã do regime nazista, Leni Riefenstahl, que entrou para história por filmar as primeiras competições olímpicas modernas com "Olympia" (1938).


Em verdade, Riefenstahl produziu uma espécie de propaganda nazista, travestida de documentário, que incluiu importantes avanços técnicos para retratar as façanhas dos atletas em Berlim-1936. Mais recentemente, Steven Spielberg deixou de lado suas obras mais fantasiosas e dirigiu "Munique", um filme em torno da tragédia das Olimpíadas de 1972, que terminou com final trágico após o sequestro de atletas israelenses por um grupo terrorista na Vila Olímpica da cidade que deu o título ao seu trabalho.


Uma das produções mais bem sucedida foi, sem dúvida, "Carruagens de Fogo", de Hugh Hudson. O filme retratou a competição interna entre dois corredores britânicos, de diferentes religiões (judaica e protestante) e classe social, que se preparavam para os Jogos de Paris-1924. Sua trilha sonora também ficará para eternidade: o tema de Vangelis, que conectou diretamente o expectador com a imagem desses atletas correndo ao longo da praia, em preparação para as futuras proezas desportivas. Atualmente, o sucesso dos Jogos passa pelas fotografias, televisão e cinema. Pelo menos é nisso que acredita o famoso diretor Oliver Stone, autor de "Um Domingo Qualquer", sobre o futebol americano.


"Hoje, a televisão é quem decide como se faz o esporte. A televisão é uma grande corporação que tem as rédeas nas mãos e que determina como o esporte será feito", ponderou o diretor americano. Alguns querem assistir o esporte no cinema para se divertir, e também rir. David Beckham, apesar de não ser destaque dos Jogos é um ícone do esporte, pode ser visto no bem humorado "Bend
It Like Beckham", do diretor Gurinder Chada, que fala sobre uma garota de origem indiana que sonha em ser um jogador de futebol.


O jogador mais midiático de todos os tempos foi um dos que recebeu em Atenas a tocha Olímpica de Londres 2012. Mas o destaque da comédia em termos Olímpicos é "Asterix nos Jogos Olímpicos", a terceira aventura estrelada pelos heróis gauleses depois de "Asterix e Obelix contra César" e "Asterix e Obelix: Missão Cleópatra", embora os desafios olímpicos no filme sirvam para ganhar a mão da princesa grega Irina. Colaboraram para esta obra estrelas francesas do esporte, como Zinedine Zidane e Tony Parker, mas o foco vai para o grande ator Gérard Depardieu, que encarnou Obelix.


Por fim, retratando uma das estrelas dos Jogos do passado o telefilme "Breaking the Surface: The Grez Louganis Story", é uma produção biográfica que narra as aventuras do professor de saltos ornamentais e colecionador de medalhas de ouro. Além da grande contribuição de Louganis para o seu esporte, que não é tão popular, a forte imagem do atleta batendo no trampolim e manchando toda a água na piscina de sangue é marcante.

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