Dono de mineradora é preso ao destruir espécies da Mata Atlântica em Minas; veja vídeo

Da Redação
26/09/2019 às 17:02.
Atualizado em 05/09/2021 às 21:57
 (PCMG)

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O dono de uma mineradora de extração de manganês foi preso em flagrante, no momento em que abria uma estrada no meio da Mata Atlântica, no distrito de Cláudio Manoel, em Mariana, na região Central de Minas. Cerca de 450 metros de estrada irregular estavam sendo construídos no local com retirada de árvores e vegetação, além do desvio de curso d'água.

Na momento da ação, a Polícia Civil encontrou cerca de quatro homens trabalhando. Dois deles foram conduzidos em flagrante para a delegacia de Mariana. O primeiro considerado supervisor da obra e do maquinário e foi ouvido e liberado após assinatura de termo de comparecimento ao Juizado Especial. E o segundo foi identificado como responsável pelo terreno e dono da mineradora. Ele teve a fiança arbitrada em R$ 30 mil, mas, como não conseguiu pagar, foi encaminhado ao Sistema Prisional da cidade. O homem ainda foi multado em R$ 25 mil, podendo o valor ultrapassar R$ 40 mil.

Além da Polícia Civil, a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) também fez parte da ação, que resultou ainda na apreensão de tratores e máquinas."Realizamos a abordagem e não foi nos apresentado nenhum tipo de licença ambiental. Conseguimos averiguar no local também, com a ajuda dos fiscais da Semad, que a área devastada é considerada área bioma de Mata Atlântica em estado avançado de conservação, com riqueza de flora e fauna. Iremos investigar agora outros possíveis crimes que possam ter ligação com os resultados desta nossa operação” afirmou o delegado responsável, Luiz Otavio Paulon.

O Diretor de Inteligência e Ações Especiais (DIAE) da Semad, Bruno Zuffo Janducci, chamou a atenção para os prejuízos ambientais decorrentes das infrações. "A destruição constatada pela nossa equipe impactou uma área de mata atlântica, bioma este que é protegido por lei federal. A restauração desta área desmatada é um processo muito lento e difícil de ser realizado. As autuações serão enviadas aos responsáveis, que têm obrigação legal de recuperar os danos causados", afirmou.

* Fonte: PCMG

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