Mais de 60% das rodovias mineiras apresentam problemas, mostra pesquisa da CNT

Renato Fonseca
rfonseca@hojeemdia.com.br
26/10/2016 às 19:56.
Atualizado em 15/11/2021 às 21:24
 (Editoria de Arte)

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Desgaste do asfalto, traçado sinuoso e precariedade das placas colocam em risco a vida de quem trafega nas rodovias mineiras. Mais da metade das estradas apresentam falhas no pavimento, geometria da via e sinalização. Pesquisa divulgada ontem mostra que as condições são regulares, ruins ou péssimas em 61,8% da malha analisada. Apenas 38,2% foram avaliadas como boas ou ótimas.

Os dados da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) colocam Minas acima da média nacional. No país, 58,2% das rodovias apresentaram algum tipo de problema. O levantamento foi feito entre 4 de julho e 2 de agosto em toda a malha pavimentada federal e nas principais pistas estaduais, incluindo trechos concedidos à iniciativa privada. 

Dos mais de 100 mil quilômetros analisados, quase 15 mil ficam no Estado. A pesquisa é divulgada anualmente e, em 2015, a quantidade de quilômetros avaliados em Minas foi menor, o que impede uma comparação entre os resultados. 

Pista simples

Reclamação antiga de muitos condutores, a quantidade de vias com pista simples de mão dupla também ganha destaque no relatório. De cada dez estradas mineiras, oito têm essa característica. Com relação à superfície do asfalto há problemas como trincas, remendos, afundamentos, ondulações e buracos.

“A manutenção deveria ser feita de forma mais efetiva e frequente, pois (a falta de manutenção) é um processo evolutivo de perda de qualidade e vai gerando incrementos de elevação de custo e de queda de segurança”, disse o diretor-executivo da CNT, Bruno Batista. “Lembrando que o Brasil está investindo hoje uma média de R$ 6 bilhões a R$ 7 bilhões (em rodovias), estamos a anos-luz da situação ideal e equacionar esse problema é uma atribuição que o governo terá que fazer”, acrescenta.

Possível solução

Engenheiro civil especialista em transporte e trânsito, Márcio Aguiar engrossa o coro da falta de investimento em manutenção. Para ele, a melhor solução é incentivar os processos de concessão. “A iniciativa privada, em parceria com o Estado, ajuda a injetar investimentos em recuperação”. Sobre os 38% de trechos analisados como bons ou ótimos, Aguiar foi categórico. Ele acredita que o número é bem menor. “Encontrar uma rodovia em estado ótimo é algo raro”, afirma.

Em nota, o Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DEER/MG) informou que não iria se manifestar sobre a pesquisa porque ela ainda não tinha sido analisada pelos técnicos do órgão. No entanto, frisou que o investimento previsto para a manutenção rodoviária e implantação e pavimentação de estradas no Estado, em 2016, é de R$ 750 milhões.

*Com agências

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