Minas elimina intervalo de 14 dias entre vacinação contra a Covid e outras doenças; entenda

Da Redação*
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04/10/2021 às 15:57.
Atualizado em 05/12/2021 às 05:59
 (Fernando Michael/Hoje em Dia )

(Fernando Michael/Hoje em Dia )

Vacinas contra a Covid-19 poderão ser administradas de maneira simultânea às demais do calendário vacinal em Minas. A orientação substitui a regra anterior, que orientava um intervalo de pelo menos 14 dias entre as aplicações. A nova regra também é válida para todos que precisam atualizar o cartão de vacina, inclusive adolescentes com idades entre 12 e 15 anos.

Com isso, a Campanha Nacional de Multivacinação, voltada justamente para esse público, conta com uma importante mudança, já que os jovens que buscarem o posto de saúde para se imunizar contra o coronavírus também poderão tomar os outros imunizante, conforme a necessidade de atualização do cartão. 

A medida foi confirmada por meio de uma nota técnica publicada pelo Ministério da Saúde. Nesta segunda (4), a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) e a Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte, informaram que estão seguindo a nova recomendação prevista no informe da pasta federal.

Segundo a coordenadora do Programa Estadual de Imunização da SES, Josianne Dias Gusmão, a nova orientação contribui para garantir a atualização do calendário e incentiva a ampliação de cobertura para outras doenças.

“Até então, poderia acontecer de um adolescente nessa faixa etária, de 12 a 15 anos, precisar se vacinar contra a meningite C ou HPV, por exemplo. Se recebesse o imunizante contra Covid, deveria observar intervalo de aplicação, ou vice-versa. Agora é possível aplicar de forma simultânea ou sem esse intervalo mínimo. Como a pessoa poderia demorar a retornar à unidade de saúde, acabamos ganhando tempo e incentivando aumento da cobertura”, explicou. 

A coordenadora garantiu, ainda, a segurança da aplicação das doses. “A orientação inicial de um intervalo de 14 dias entre a aplicação das vacinas se dava pela necessidade de um monitoramento mais aprofundado do perfil de segurança. Atualmente, há um volume de dados que permite essas avaliações, o que possibilita recomendar a administração dos imunizantes Covid ao mesmo tempo das outras e conta com o respaldo da Câmara Técnica de Imunizações do Ministério da Saúde”, avaliou. 

Recentemente, países como Estados Unidos e Reino Unido optaram por atualizar suas orientações referentes a coadministração das vacinas Covid-19 com as demais, para permitir essa prática.

Outro ponto destacado de forma positiva pela medida é o enfoque também nas outras doenças imunopreviníveis. “As pessoas têm procurado muito a vacina contra a Covid, essa nova doença é um assunto muito debatido. Mas temos que ter um olhar também para outras doenças, que contam com vacinas disponíveis e que nós precisamos ampliar as coberturas junto à população”, concluiu a coordenadora.

Indicações

Ao realizar a administração simultânea de diferentes vacinas, o profissional de saúde deverá estar atento para as diferentes vias de administração de cada vacina (oral, intradérmica, subcutânea ou intramuscular) e estabelecer estratégias adequadas.

A nova recomendação se estende, ainda, à administração de imunoglobulinas e/ou anticorpos monoclonais, bem como soros heterólogos. A exceção fica por conta de pacientes que tiveram Covid-19 e utilizaram, como parte de seu tratamento, anticorpos monoclonais específicos contra o SARS-CoV-2, plasma convalescente ou imunoglobulina específica contra o SARS-CoV-2. Para essas situações deve-se, preferencialmente, aguardar um intervalo de 90 dias para receber uma dose da vacina contra a doença.

(*) Com informações da Agência Minas

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