Incidência de síndrome respiratória aguda se mantém estável, aponta Fiocruz

Agência Brasil
18/11/2021 às 19:00.
Atualizado em 05/12/2021 às 06:16
 (Pixabay/Divulgação)

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A incidência de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) na população brasileira se manteve estável, segundo pesquisa divulgada nesta quinta-feira (18) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A SRAG é um dos principais parâmetros para acompanhar a pandemia da Covid-19, já que o vírus SARS-CoV-2 vem sendo o principal causador das síndromes respiratórias graves virais de 2020 a 2021.

Segundo a análise, divulgada no Boletim InfoGripe, a incidência de SRAG na população adulta se mantém nos menores patamares desde o início da pandemia, enquanto as crianças até 9 anos continuam apresentando alta no número de diagnósticos. O aumento de casos de síndrome respiratória no público infantil, porém, não é causado pelo SARS-CoV-2, e predomina nessa faixa etária a infecção pelo vírus sincicial respiratório.

Os pesquisadores explicam que esse aumento da SRAG causada por outros vírus está relacionado à maior exposição das crianças nos últimos meses. De acordo com o pesquisador Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe, “a situação reforça a importância da revisão dos protocolos adotados no ambiente escolar, como avaliação da capacidade de ventilação e circulação de ar nas salas de aula, bem como distribuição e uso consciente de máscaras adequadas (PFF2)”.

O boletim mostra que a maioria das capitais está em macrorregiões de saúde com nível alto ou muito alto de transmissão comunitária do SARS-CoV-2. Esse tipo de transmissão se refere à circulação do vírus numa população sem a necessidade de contato com outras regiões. Nenhuma das 118 macrorregiões de saúde do Brasil apresentou transmissão comunitária extremamente alta.

Segundo a análise, 10 unidades federativas estão com sinal de queda na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) para a síndrome respiratória: Alagoas, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro e Sergipe.

Já na tendência de curto prazo (últimas três semanas), Rio de Janeiro e Santa Catarina apresentam aumento puxado pelo crescimento da SRAG na população infantil, pressão que também ocorre em São Paulo e Distrito Federal. Em Minas Gerais e no Tocantins, o crescimento da SRAG entre as crianças já se reflete num aumento de tendência de longo prazo.

O boletim informa ainda que o estado do Rio Grande do Norte é a única exceção, com sinal de crescimento ao longo do mês de outubro nos grupos com idades entre 50 e 79 anos e entre 20 e 29. Os pesquisadores indicam que a capital, Natal, também requer atenção, apesar de ter crescimento lento na tendência.

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