Lojistas apostam na Black Friday para recuperar caixa; veja dicas para evitar dor de cabeça

Leíse Costa
leise.costa@hojeemdia.com.br
12/11/2021 às 21:16.
Atualizado em 05/12/2021 às 06:14
 (Maurício Vieira/Hoje em Dia)

(Maurício Vieira/Hoje em Dia)

Importada dos Estados Unidos, em 2010, para o calendário do varejo nacional, a Black Friday - marcada para o próximo dia 26 - é uma campanha promocional hoje bem aceita pelos brasileiros e responsável por altas expectativas junto aos comerciantes. Tanto que uma pesquisa da Pelando, rede social de compras que mapeia promoções, aponta que mais de 87% dos consumidores pretendem gastar mais neste ano em relação à edição passada.

Em Belo Horizonte, a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) estima que o tíquete médio de compras da data na capital vai ficar em R$ 261,72. A expectativa é que cada consumidor compre dois produtos, totalizando R$523,52. “A expectativa é de aumento de 2,64% em relação ao ano passado”, afirma Lucas Pitta, vice-presidente da CDL/BH. Segundo ele, estudos apontam que a data tem potencial para injetar R$2,11 bilhões na economia da capital.

Experiente em compras na data, a estudante de radiologia Jéssica Sanches monta uma verdadeira operação de guerra para conseguir bons descontos. O trabalho começa por monitorar os preços de produtos até seis meses antes da data oficial. “No dia, eu fico no computador acompanhando os preços e meu namorado fica nas lojas físicas. A gente fez uma lista do que queremos. O que estiver com preço bom na loja, ele me avisa por telefone e já comparo com o site. É preciso ficar em alerta porque são mercadorias que acabam, às vezes, em 10 minutos”, conta.Fernando Michel/Hoje em Dia

Em busca de descontos reais na Black Friday, Jéssica Sanches passa meses pesquisando

Segundo Jéssica disse já ter percebido, é comum as lojas aumentarem o preço dos produtos um dia antes e, na Black Friday, voltarem com o valor promocional anterior para criar uma sensação de bom negócio. “No mês de novembro, fico basicamente por conta disso”, afirma. Eletrodomésticos e eletrônicos são o foco da estudante esse ano. 

Na edição do ano passado, ela arrematou um smartphone com desconto de R$2.500.

Para evitar decepções, ela não arrisca comprar em sites desconhecidos e costuma monitorar as marcas que já conhece. “Por mais que em outro lugar esteja mais barato, prefiro pagar um pouco mais porque conheço a procedência e sei que são produtos originais”, aconselha.

O professor de direito do consumidor do Ibmec, Tarcísio Henriques Filho, alerta que no período há um aumento de casos que ferem direitos básicos. Para evitar dor de cabeça, é preciso estar atento às informações do fornecedor. “Empresas que vendem na internet precisam obedecer a critérios estabelecidos no decreto 7.962, que fixa exigências como nome, número de inscrição na Receita Federal, endereço físico e demais informações para que a localização do fornecedor esteja disponível de forma fácil e clara nos sites para os consumidores. Quando essas exigências não são cumpridas, o consumidor já precisa ficar em alerta”, orienta.

Como medida de prevenção a golpes, o advogado explica que é essencial documentar o ‘caminho online’ feito para a realização da compra. “Em situação de judicialização no futuro, os órgãos de controle e fiscalização do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor, Ministério Público ou as polícias, em uma eventual investigação, precisam das informações dos links que o consumidor acessou antes de adquirir o produto”, explica.Clique para ampliar

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