Sul de Minas

Frio atrai turistas e aumenta vendas nas cidades do Circuito das Malhas

Jader Xavier
jsbarbosa@hojeemdia.com.br
Publicado em 21/05/2022 às 06:30.
Joao Inacio/Assessoria da Camara Municipal de Monte Sião/Divulgação

Joao Inacio/Assessoria da Camara Municipal de Monte Sião/Divulgação

Com o frio severo chegando a Minas Gerais, o Brasil inteiro volta os olhos para a Região Sul do Estado. É que o local é a região polo de fabricação de roupas. Cidades como Jacutinga, Monte Sião, Borda da Mata, Ouro Fino, Inconfidentes e Albertina fazem parte, por exemplo, do Circuito Turístico das Malhas. Eventos tradicionais, culturais e gastronômicos são realizados pelos municípios, que aproveitam a chegada de visitantes com o desejo de comprar produtos de tricô e crochê. Em Jacutinga, por exemplo, só neste fim de semana, é esperado um público de 20 mil turistas. Isso é quase o número de habitantes locais, que é de 26.538 moradores, segundo o IBGE.

Segundo o presidente do Circuito e secretário de Governo de Jacutinga, Newton José de Carvalho, os últimos dias no município foram de muita movimentação nas ruas. “Eu nunca tinha visto tantas pessoas na cidade como nesses dias. As malharias a todo vapor, as lojas vendendo muito”, afirmou.

Um ano antes da pandemia, em 2019, o município recebeu no intervalo de um mês cerca de 220 mil pessoas, por ocasião da Fest Malhas. Este ano, o evento acontecerá  entre os dias 15 de junho e 6 de julho. Newton afirma que a procura prévia de turistas mostra que o público em 2022 será ainda maior. “Com o número de ligações que a secretaria e a associação comercial estão recebendo, de excursões querendo vir para a cidade, dá para esperar que vamos ultrapassar esses números de dois anos atrás”, disse.

Em Monte Sião, as vendas também estão surpreendendo. “Estamos acima da expectativa que tínhamos para esta temporada. Estamos recebendo muita gente de São Paulo. Para se ter uma ideia, chegamos a ter uma sinalização de falta de insumo. Mas os distribuidores fizeram um esforço, e conseguimos  matéria-prima”, conta o presidente da Associação Comercial Industrial de Monte Sião, Tadeu Machado. 

A população local de Monte Sião é de 24 mil moradores. Na estação de inverno, o município recebe cerca de 40 mil visitantes semanais. Em média, as vendas crescem em 10%, representando um total de 13 milhões de peças vendidas. A expectativa é que neste ano seja ainda melhor, de acordo com a associação.

Vendas na capital

Apesar das temperaturas baixas  registradas em Belo Horizonte nos últimos dias, as vendas do setor de vestuário não devem aumentar a ponto de atender as expectativas d os comerciantes. É o que acredita o Sindilojas BH (Sindicato dos Lojistas de Belo Horizonte), que estima um incremento nas vendas para este período de no máximo 8% em relação ao resultado apresentado ano passado.
Para o presidente do sindicato, Nadim Donato, o índice de vendas esperado é uma expectativa baixa, causada sobretudo pela queda no poder de  compra dos consumidores na atual conjuntura, devido à combinação de alta da inflação, disparada dos juros e o desemprego em patamares elevados.

“Nos últimos dois anos, o setor de vestuário foi um dos mais atingidos pela pandemia de  Covid-19. Com a chegada desse frio e retorno de festas e eventos, há uma melhora. Porém, esse crescimento ainda não é o suficiente para recuperar as vendas perdidas desde 2020”, afirma Nonato.

Nesta semana, Belo Horizonte registrou as menores temperaturas para um mês de maio desde 1961. Na última quinta-feira (19), a capital mineira foi a cidade brasileira onde fez mais frio em todo o país, registrando 4,4 graus, de acordo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). É o segundo dia mais frio desde o início da série histórica, perdendo apenas para 1º de junho de 1979, quando foram registrados 3,1 graus.

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