Sem aula obrigatória

Metade das autoescolas de Minas pode fechar as portas após mudanças na CNH, diz sindicato

Centros de formação de condutores afirmam que já houve na procura de candidatos

Bernardo Haddad
@_bezao
Publicado em 05/12/2025 às 09:00.Atualizado em 05/12/2025 às 15:06.
 (Mauricio de Souza/Arquivo Hoje em Dia)
(Mauricio de Souza/Arquivo Hoje em Dia)

O fim da obrigatoriedade de aulas teóricas e práticas nas autoescolas para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) gera incertezas para empresas do setor em Minas. Levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio MG) projeta que praticamente metade (51%) dos Centros de Formação de Condutores (CFCs) pode fechar as portas com as mudanças. Atualmente, existem cerca de 2,2 mil CFCs no Estado.

A pesquisa da Fecomércio foi feita a pedido do sindicato que representa as autoescolas após o anúncio nas novas regras. A resolução do Ministério dos Transportes, que promete reduzir os custos para tirar a CNH em até 80%, foi aprovada na segunda-feira (1) e passa a valer quando for publicada no Diário Oficial da União (DOU).

O presidente do Sindicato dos Proprietários de Centros de Formação de Condutores (Sindicfc-MG), Alessandro Dias, afirma que muitos candidatos já pararam de procurar as empresas na expectativa de reduzir custos, conforme prometido pelo Governo Federal.

Alessandro Dias contesta a “narrativa”, nas palavras dele, de que o processo de habilitação é caro e que a culpa é das autoescolas. Ele transfere a responsabilidade dos altos custos para poder público.

"A maioria dos custos está ligada a imposições estabelecidas justamente por quem quer promover essas mudanças. Em Minas, por exemplo, quase R$ 900 são custos que não tem a ver com as autoescolas, mas sim com taxas de exames”. 

Ministério dos Transportes rebate

Em resposta, o Ministério dos Transportes informou que as autoescolas não irão acabar. Conforme a pasta, o projeto torna o processo de formação de condutores mais flexível e acessível, permitindo que o cidadão escolha entre fazer o curso completo em uma autoescola ou se preparar de outras formas.

"As provas teórica, prática e os exames médicos continuam obrigatórios, garantindo a avaliação da capacidade do condutor. As autoescolas continuam tendo papel importante, mas deixam de ser o único caminho possível para quem quer se habilitar", informou o Ministério dos Transportes. 

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