Consumo

Refrigerantes e bebidas açucaradas poderão ser taxadas em 20% com criação de novo imposto

Da Redação*
portal@hojeemdia.com.br
06/05/2022 às 21:57.
Atualizado em 06/05/2022 às 22:04

Um projeto em análise no Senado que aumentar em 20% a tributação sobre refrigerantes e bebidas açucaradas. Para tanto, seria criada a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) Refrigerantes. A medida consta do Projeto de Lei (PL) 2.183/2019, que será analisado pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

Segundo a proposta, a intenção, além de reduzir o consumo, é destinar o dinheiro arrecadado para a ações e serviços de saúde.

O PL, de autoria do senador Rogério Carvalho (PT-SE), prevê que a contribuição vai sobretaxar a comercialização da produção e importação de refrigerantes e bebidas açucaradas. Os valores arrecadados com a Cide-Refrigerantes devem ser aplicados em ações e serviços públicos de saúde. O montante levantado com o tributo deverá ser recolhido ao Tesouro Nacional e repassado diretamente ao Fundo Nacional de Saúde.

Além de estabelecer que os recursos gerados pelo tributo não serão computados para fins de cumprimento da meta de aplicação mínima de recursos na saúde, o projeto livra dessa taxação as bebidas alcoólicas e os refrigerantes e bebidas açucaradas destinados à exportação. Os contribuintes da Cide-Refrigerantes são os produtores e importadores dos produtos citados. A alíquota aplicada será de 20%.

"A Organização Mundial da Saúde (OMS) defende que o consumo excessivo de açúcar é um dos principais responsáveis pelos problemas de obesidade, diabetes e queda dentária. As bebidas açucaradas e refrigerantes são uma das principais fontes de açúcar nas dietas e o seu consumo tem crescido na maioria dos países, especialmente entre as crianças e adolescentes. A evidência mostra que a política de preços constitui uma ferramenta para a promoção da alimentação saudável", diz Carvalho na justificativa da proposta.

O relatório da senadora Zenaide Maia (Pros-RN) é favorável ao projeto. Segundo a senadora, dados mostram que, no Brasil, há um excesso de consumo de refrigerantes e essa situação requer urgente intervenção do poder público.

(*) Com Agência Senado.

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