Acordo

Atividades paralisadas durante greve na UFMG devem ser repostas até 31 de dezembro

Data foi acordada em reunião com representantes da universidade e do sindicato que representa os servidores técnico-administrativos em educação

Do HOJE EM DIA
portal@hojeemdia.com.br
09/07/2024 às 18:07.
Atualizado em 09/07/2024 às 18:12
Greve foi iniciada no dia 11 de março e os TAEs voltaram ao trabalho em 2 de julho (Marcílio Lana / UFMG)

Greve foi iniciada no dia 11 de março e os TAEs voltaram ao trabalho em 2 de julho (Marcílio Lana / UFMG)

Atividades represadas na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) durante a greve de servidores deverão ser repostas até o último dia do ano. A data foi estabelecida e acordada durante reunião entre representantes  da instituição de ensino e do Sindifes, sindicato que representa os servidores técnico-administrativos em educação (TAEs)

A greve foi iniciada em 11 de março e os TAEs voltaram ao trabalho em 2 de julho. O documento, firmado na segunda-feira (8) e divulgado nesta terça (9) pela UFMG, estabelece que os servidores e chefias deverão assinar, até 18 de julho, um plano de trabalho que será utilizado para o planejamento da reposição das atividades represadas.

O termo assinado na UFMG pela reitora Sandra Regina Goulart Almeida e pela coordenadora geral do Sindifes, Cristina del Papa, é fundamentado no acordo firmando, em 27 de junho, pelas entidades que representam os TAEs em âmbito nacional (Fasubra e Sinasefe), o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e o Ministério da Educação (MEC).

Sandra Almeida reiterou a legitimidade da greve e parabenizou os TAEs pelas conquistas no acordo.

“Houve impacto, sim, sobre as atividades da UFMG, mas foi um movimento importante, com resultados positivos não apenas para os servidores, mas também para a instituição. Agora, esperamos retomar nossa rotina da melhor forma possível”, afirmou.

“O saldo foi positivo. Pautas históricas foram retomadas neste governo, que é aberto ao diálogo. Isso foi fundamental para se chegar a um acordo”, acrescentou a presidente do Sindifes, Cristina del Papa.

Execução dos planos de trabalho

A pró-reitora de Recursos Humanos, Márcia Machado, ressaltou que os planos de trabalho são individuais, mas destinados à reposição de atividades do setor a que está vinculado o servidor técnico-administrativo.

O acompanhamento da execução dos planos de trabalho será realizado pela UFMG e pelo Sindifes. A chefia imediata do servidor deverá acompanhar o cumprimento do cronograma e, em caso de descumprimento, comunicar à direção da unidade - que comunicará à Pró-reitoria de Recursos Humanos (PRORH), a quem caberá informar a direção do Sindifes.

O cumprimento de cada plano de trabalho será atestado pela chefia imediata até 31 de dezembro ou após o cumprimento do cronograma de reposição das atividades represadas. 

De acordo com a UFMG, o termo de acordo inclui o compromisso da universidade e do Sindifes de manter negociação permanente para sanar conflitos e superar problemas que possam surgir no processo de reposição.

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