TRIBUTO

Elton John, Nat King Cole, Piaf e Tina Turner ganham homenagens neste fim de semana em BH

Paulo Henrique Silva
phenrique@hojeemdia.com.br
20/05/2022 às 12:23.
Atualizado em 20/05/2022 às 14:52

Rafael Dentini foi apresentado a Elton John com cinco anos de idade, após ver nos cinemas a animação “O Rei Leão”, cuja canção principal é interpretada pelo cantor. “Fiquei muito apaixonado pelo filme e, na época, minha tia morava nos Estados Unidos e me trouxe o disco de vinil, com as músicas em inglês”, lembra.

A paixão pelo icônico artista só aumentou de lá para cá, principalmente após aprender a tocar piano, instrumento muito usado por Elton John. Mais de 20 anos depois, Dentini virou um dos principais covers do ídolo no Brasil. Nesta sexta, às 21h, ele é a atração do Cine Theatro Brasil, em sua estreia em palcos mineiros.

“Ele sempre estava presente em minha casa. Meus pais já o ouviam e não tinha consciência de quem era. Desde pequeno foi crescendo uma relação minha com Elton, tornando-se uma referência muito forte para mim”, salienta Dentini, que “brinca de imitar” o cantor desde 2012.

O repertório contará com 20 hits da carreira do cantor britânico. “É um show muito animado, em que o público irá reconhecer (as músicas) do começo ao fim. Trago bastante a trajetória do Elton na década de 1970, igual ao que acontece no filme ‘Rocket Man’, em que era mais agitado e usava roupas espalhafatosas”.

Dentini não tem dúvidas de que o longa de 2019 ajudou a pôr o cantor de 75 anos novamente na mídia, levando a uma parceria com a pop star Dua Lipa para um remix de “Cold Heart”, que já está ocupando os primeiros lugares nas paradas de sucesso. “O resultado disso é uma nova geração de fãs”, afirma.

Para o show em BH Dentini reservou uma novidade: “Don’t Go Breaking My Heart”, música que apresenta pela primeira vez ao público. “Recebi muitas mensagens de fãs daí querendo ouvi-la. Acho que o pessoal de BH tem um carinho especial por ela”. 

John Pizzarelli 

Guitarrista, cantor, produtor e vencedor do Grammy, o maior prêmio destinado à música, John Pizzarelli faz uma única apresentação em Belo Horizonte, neste sábado, no Grande Teatro do Sesc Palladium, homenageando o lendário Nat King Cole.

Nascido em New Jersey, nos Estados Unidos, filho de outro consagrado guitarrista, Bucky Pizzarelli, desde cedo John se acostumou à cena musical americana, vendo o pai tocar ao lado de Benny Goodman. 

Começou aprendendo banjo com os tios, passou pelo violão de sete cordas, pelo trompete. Mas costuma dizer que seu professor de guitarra mais importante era o pai. Bucky tocou na banda “The Tonight Show”, com Johnny Carson, por seis anos e também em muitas gravações populares, como “Runaway”, de Del Shannon, “Stand By Me”, de Ben E. King, “Save the Last Dance for Me”, de The Drifter, “A primeira vez que vi seu rosto”, de Roberta Flack, e “Paper Moon” de Nat King Cole.

John Pizzarelli passou a dizer: “Cole é a razão de eu fazer o que faço” e o homenageou com os álbuns ”Dear Mr. Cole”, de 1994, “PS Mr. Cole”, de 1999, e ‘’For Centennial Reasons de 2019: 100 anos de saudação a Nat King Cole”. 

Na apresentação deste sábado ele estará ao lado do baixista Mike Karn e do pianista Tadataka Unno. No repertório, o trio revisita clássicos empregando personalidade aos arranjos e sonoridades que passeiam desde as notas mais suaves até o envolvente swing. 

O setlist do show inclui “Straighten Up and Fly Right” e “When I Fall In Love”, além de “Hot That Jive”, “Jack!”, “It’s Only a Paper Moon”, “The Very Thought of You”, “Body & Soul”, “Nat King Cool” e “Save The Bones For Henry Jones”.

Piaf

Outra grande atração fica por conta da cantora Sônia Andrade, que faz, nesta sexta, às 21h, na Casa Outono, show em homenagem à diva francesa Piaf. Sônia estará acompanhada de Albert Holanda, no acordeon.

Tina Turner

Com mais de 30 anos de experiência em eventos musicais, Steve Alit observa uma mudança de comportamento do público nos últimos anos, que já não quer simplesmente “assistir” a um show. “A ideia de ficar só sentado na cadeira está morrendo. É preciso entregar um pouco mais ao público”, destaca o produtor.

A receita é trazer um espetáculo que misture música, dança e cenografia, conceito já em voga nos Estados Unidos e na Inglaterra e que começa a chegar por aqui. Cartaz deste sábado, no Grande Teatro do Palácio das Artes, “One Night of Tina” traz essa proposta, ao homenagear a “rainha do rock’n’roll”, dona de vários sucessos na década de 1980, como “The Best” e “I Don’t Wanna Lose You”. 

“Uma tendência que estamos seguindo por aqui é de agregar uma história a um conteúdo musical ao vivo, com grandes atores, discos e filmes interpretados no palco”, explica Alit. A primeira experiência foi com a ópera-rock “Tommy”, em 2019, e agora ganha uma série intitulada “Movie on Stage Live”. Já estão acertados 13 shows com cantores, dançarinos e músicos vindos do West End, palco dos melhores musicais de Londres.

Sobre “One Night of Tina”, Alit adianta que o espetáculo tem roteiro calcado na última turnê Tina Turner pelos Estados Unidos, realizada em 2008. “É um tipo de espetáculo que chamamos de ‘family shows’, pois podem ser vistos por pessoas de diferentes idades, desde a geração que acompanhou o auge do sucesso dela, em 1980, até os mais jovens que estão tendo a oportunidade de conhecer o trabalho dela”, destaca o produtor.

show é um tributo musical, passando por vários momentos da história de Tina Turner, apostando especialmente na trajetória de sobrevivência de uma mulher, negra, pobre e que durante os anos de 1950 e 1960, vivia entre sucessos e episódios de abuso do marido Ike Turner. História que é símbolo da luta contra o machismo e a violência doméstica.

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