Gal Costa homenageia Milton Nascimento em show no Palácio das Artes

Paulo Henrique Silva
phenrique@hojeemdia.
03/12/2021 às 10:49.
Atualizado em 08/12/2021 às 01:12
 (Manuel Scarpa/Brazil News/divulgação)

(Manuel Scarpa/Brazil News/divulgação)

“É maravilhoso estar de volta aos palcos. Eu estava com muitas saudades de estar na presença do público, com a energia das pessoas. O palco me dá energia”, celebra a cantora baiana Gal Costa, atração deste domingo no Grande Teatro do Palácio das Artes.

Pouco mais de uma semana antes de desembarcar em BH, os ingressos para o recém-lançado show “As Várias Pontas de uma Estrela” já estavam esgotados. Nele, Gal Costa presta homenagem a Milton Nascimento, enchendo o repertório com clássicos de Bituca.

“Ele é um gênio, tem uma voz deslumbrante. A obra dele me emociona demais, desde a primeira vez que ouvi. Milton compôs canções lindas para eu gravar e sempre foi o maior cantor de suas canções”, derrete-se a artista, que montou o setlist pensando na voz.

“É um show sobre A Voz, já que estamos falando dele (Milton), que tem essa voz incrível, e também da minha voz. Fizemos um bloco todo falando disso. Mais para o fim, quando surgem os hits que eu gravei nos anos 80, essa voz individual se torna ‘a voz do Brasil’, uma memória afetiva do país”, destaca.

Das canções eternizadas na voz de Bituca, marcam presença “Maria, Maria”, “Ponta de Areia”, “Fé Cega, Faca Amolada” e “Paula e Bebeto”, além de temas menos conhecidos já gravados pela cantora de 76 anos, entre eles “Quem Perguntou por Mim” e “Solar”.

Sobressaem ainda alguns temas gravados por Gal e há muitos anos não levados ao palco: “Estrada do Sol” (Tom Jobim/Dolores Duran), “Nua Ideia” (João Donato/Caetano Veloso), “Lua de Mel” (Lulu Santos), “Último Blues” (Chico Buarque) e “A História de Lily Braun” (Edu Lobo/Chico Buarque).

O interesse por vozes masculinas não é de agora. No início do ano, Gal lançou o álbum “Nenhuma Dor”, em que revisita clássicos do seu repertório em parceria com dez artistas. Entre eles, Zeca Veloso, Jorge Drexler, Rodrigo Amarante, Seu Jorge e Criolo.

Uma das novidades é a entrada de “Gabriel” no repertório. A música é assinada por Beto Guedes. “’Gabriel’ é meu grande amor. Essa música é linda, estou adorando cantá-la no show”, afirma. Composta em 1978, ela foi feita para saudar o nascimento do filho de Beto Guedes.

Gal Costa deverá ganhar em breve uma cinebiografia, com Sophie Charlotte NO papel da cantora. “Ficou tudo meio parado durante a pandemia, mas encontrei com Sophie algumas vezes. Ela é encantadora. Estou ansiosa pelo resultado”, assinala. O filme terá o título “Meu Nome é Gal”, com Rodrigo Lelis vivendo Caetano Veloso.

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