Orquestra Barroca promove viagem no tempo com homenagem a Wolfgang Amadeus Mozart

Pedro Arthur - Hoje em Dia
08/01/2014 às 08:10.
Atualizado em 20/11/2021 às 15:12
 (Orquestra Barroca/Divulgação)

(Orquestra Barroca/Divulgação)

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1991) era um gênio. E que tal fazer uma viagem no tempo, para ouvir e descobrir o som com instrumentos da época em que ele, o rebelde mais criativo de Viena, compôs a peça[/LEAD] “Requiem”, uma das obras mais populares do repertório erudito? Essa possibilidade já está disponível no CD da Orquestra Barroca, com direção e regência de Luís Otávio Santos.

“Montamos uma orquestra exatamente como há 200 anos, época de Mozart. Era radicalmente diferente da de hoje, moderna. Há muitas diferenças, o diapasão, a técnica do instrumento, o som que sai da orquestra, o estilo musical. É fazer um resgate da forma de tocar que foi perdida no tempo”, afirma o regente.

O CD foi lançado recentemente em Juiz de Fora, cuja gravação foi feita em julho durante o XXIV Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga. É o 14º CD da Orquestra Barroca, formado por músicos de várias partes do mundo.

Além dessa interpretação inédita no país de “Requiem”, com instrumentos de época, a Orquestra Barroca gravou outra obra de Wolfgang Amadeus Mozart, a “Ave Verum”.

Patrimônio

A música colonial brasileira também está presente no CD, representada pelo padre José Maurício Nunes Garcia (1767-1830) com duas obras: motetos “Dies Sanctificatus” e “Gradual de São Sebastitão”.

Para Luís Otávio Santos – violinista barroco – trata-se também, com o CD, de uma tentativa de preservar o gênero musical polifônico surgido no século XIII. “Há também peças do compositor colonial padre José Maurício, que é nosso patrimônio cultural. É importante levar adiante a obra desses compositores que são poucos divulgados. Por isso, o festival é crucial. É importante imortalizar esse repertório por meio do CD”, ressalta. O Festival, que acontece tradicionalmente em Juiz de Fora, reuniu cerca de 80 mil admiradores.

Para a realização do XXV Festival, neste ano, em Juiz de Fora, Luís Otávio Santos garante que a programação está fechada, mas não revela o conteúdo. “É surpresa por enquanto”, avisa, prometendo boas novidades.
 

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