O mais aguardado confronto das quartas de final da Copa América não terá Argentina, Brasil ou Uruguai em campo ou seus craques como protagonistas. Nesta sexta-feira, (28) a partir das 20 horas, a Colômbia, única seleção com 100% de aproveitamento na fase de grupos, vai encarar o atual bicampeão Chile na Arena Corinthians, palco de um confronto entre jogadores que crescem quando vestem a camisa de suas seleções.

O desempenho nos três primeiros jogos respalda a Colômbia, que passou por Argentina (2 a 0), Catar (1 a 0) e Paraguai (1 a 0), mesmo poupando vários titulares nesse compromisso, incluindo James Rodríguez, que só entrou durante a etapa final. O talentoso meia vem de uma apagada temporada pelo Bayern de Munique, já definiu que não continuará no clube alemão, mas voltou a brilhar nos campos brasileiros, como em 2014, quando foi artilheiro da Copa do Mundo, com seis gols, um deles eleito pela Fifa o mais bonito do ano.

O cenário do craque colombiano é o mesmo da estrela chilena: Alexis Sánchez. Em sua primeira temporada completa pelo Manchester United, só marcou dois gols em 27 partidas disputadas, a maior parte delas como reserva. Mas bastou trocar o vermelho da camisa do seu clube pela da seleção para fazer dois gols e dar uma assistência na Copa América - já são 43 pela equipe, o que torna o seu maior artilheiro.

É assim, também, com Eduardo Vargas, que já marcou duas vezes no torneio no Brasil e soma 38 gols pela seleção, mas que falhou por diferentes clubes europeus - hoje está no mexicano Tigres. E costuma ser ainda mais letal na Copa América, tendo marcado 12 vezes na história da competição, sendo artilheiro nas duas recentes conquistas chilenas. Para superar a Colômbia, eles terão o apoio de outro jogador histórico, Vidal, que compõe o meio-campo com Pulgar e Aránguiz. E de uma defesa experiente e cheia de bicampeões da Copa América.

Será a segunda vez consecutiva em que essas seleções se encontrarão no mata-mata, sendo que em 2016, na edição centenária do torneio, nos Estados Unidos, os chilenos triunfaram por 2 a 0. "Esta é a partida ideal para ter uma grande atuação", avisou o chileno Fuenzalida.

A Colômbia, que contará com o retorno do goleiro Ospina após viajar ao eu país para visitar o seu convalescente pai, tem um claro retrospecto negativo diante dos chilenos, com sete derrotas nos últimos 11 jogos contra os rivais pela Copa América e eliminações nos três mata-matas em que se enfrentaram.

Mas poderá estar no seu banco de reservas a chance de mudar esse retrospecto, afinal, Radamel Falcao García, maior artilheiro da história da equipe, com 34 gols, será um das opções do técnico Carlos Queiroz. "Mas o mais importante é que a força da Colômbia são os jogadores, e a força dos jogadores é a equipe. É assim que vamos", desconversou o treinador português.