A saída do equatoriano Cazares para o Corinthians, alivia a folha do Atlético, mas também traz alguns dilemas. Segundo maior artilheiro-gringo da história do clube, com 41 gols, o ex-camisa 10 do alvinegro teve grandes atuações dentro das quatro linhas, mas também colecionou episódios negativos fora delas.

Nunca aproveitado pelo técnico Sampaoli, Cazares seguirá um novo ciclo, mas, até mesmo no Corinthians, é visto sob desconfiança; prova disso, é o curto contrato que assinará com o Timão (um ano).

Questionado sobre a certa incoerência de não contar mais com o equatoriano, principalmente pelo fator extra-campo, e tentar a contratação do polêmico Thiago Neves e do colombiano Sebástian Villa, atacante do Boca que é investigado por agressão à namorada, o diretor de futebol explicou qual o pensamento da diretoria e também da comissão técnica.

"O pedido do Sampaoli é técnico. Se for pegar uma lista de nomes, ela terá várias características e variações. Diariamente, surgem possibilidades que ele analisa. Ele não para. Tem a mesma intensidade fora de campo que mostra dentro. Cabe ao diretor analisar os pedidos, com a permissão do presidente, para fazer acontecer ou não. 100% do projeto de saída e de vinda do Atlético passa pelo Sampaoli", comentou Mattos em entrevista à Rádio Super FM.

"Quando ele pede ou dispensa, temos que acreditar que é o melhor para o Atlético. Temos como característica e ofensividade. Nesse episódio (Thiago Neves), 100% dos jogadores que interessam ao Atlético, passam pelo Sampaoli. Ele não dá muita libertadade de opções para as pessoas interagirem. Ele e a comissão imaginam aquilo que vai satisfazer a necessidade do time dentro de campo. Ele identificou que por "N" situações, Cazares e outros que saíram não encaixavam nas características que ele quer. Ele foi totalmente honesto com todos", finalizou, aproveitando que pediu desculpas ao torcedor pelo "erro" ao negociar com o ex-meia do Cruzeiro.