“Não existe ainda especulação, nome, como a gente já viu ventilado por aí, conversa com ninguém, até porque o profissionalismo e o respeito que a gente sempre prega determinam que antes a gente converse com o técnico que estava empregado aqui. A gente tem um respeito imenso pela história do Ney Franco, por tudo o que ele fez pelo Cruzeiro, onde ele surgiu, como ele mesmo disse, um grande cruzeirense, que atendeu de prontidão nosso chamado, quando chamamos ele para tentar este ciclo que infelizmente não deu certo. Agora começamos a trabalhar num novo nome”.

Esta declaração é do presidente do Cruzeiro, Sérgio Santos Rodrigues, na tarde do último domingo (11), após o empate por 0 a 0 com o lanterna Barueri determinar a permanência do time na Série B do Campeonato Brasileiro, o que provocou a queda do técnico Ney Franco após apenas sete jogos no comando da Raposa.

Lisca

Lisca disse a Salum que foi procurado pelo Cruzeiro na última sexta-feira, mas diretoria da Raposa garante que só começou a procurar substituto de Ney Franco no domingo

Na noite de domingo, em entrevista ao Superesportes, o presidente do América, Marcus Salum, afirmou o seguinte: “Depois do jogo de sexta-feira (9), o Lisca veio até a mim e disse que foi procurado pelo Cruzeiro, através do Paulo Assis. Ele explicou que agradeceu o convite, mas se comprometeu a ficar no América, pois é grato pela oportunidade que recebeu de começar um trabalho desde o início do ano”.

As declarações dos dois mandatários não batem. Questionada, a assessoria de imprensa cruzeirense se manifestou por nota.

“O presidente Sérgio Santos Rodrigues e a diretoria de futebol iniciaram a busca por um novo treinador somente após o desligamento do Ney, que aconteceu na noite de ontem, ao término da partida em Barueri”.

As duas posições são contraditórias. O fato é que o América já sabia, na última sexta-feira, do interesse do Cruzeiro em Lisca.