Aplaudido pela torcida e ‘queridinho’ da diretoria do Atlético, desde seu desembarque em Confins, Rafael Dudamel veio da seleção venezuelana para assinar contrato de dois anos com o Galo e recolocar o alvinegro nos trilhos. Tido como grande esperança, começou com uma vitória suada e sofrida, por 1 a 0, sobre o Uberlândia, consolidada muito em função de um pênalti defendido pelo goleiro Michael, uma das apostas do treinador para a temporada.

No começo de trabalho de Dudamel, ‘paciência’ se tornou a palavra-chave de torcedores e da cúpula atleticana, confiantes de que o comandante daria conta do recado. Paulatinamente, essa ‘paciência’ foi se transformando em cobranças e vaias por parte da Massa.

O apoio vindo do presidente Sérgio Sette Câmara, tão evidente após a eliminação do Galo na Sul-Americana, mudou radicalmente, e o treinador acabou demitido, depois de mais um vexame, desta vez na Copa do Brasil. Em menos de dois meses, Dudamel acumulou quatro vitórias, quatro empates e duas derrotas.

Confira abaixo dez atos do venezuelano em sua curta passagem pelo Atlético

6/1: A chegada
Recepcionado por alguns torcedores em Confins, Rafael Dudamel exaltou a alegria de estar no Atlético e falou sobre sua forma de trabalho: “Meu estilo é ganhar”.

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8/1: Primeiro contato
Dudamel comandou sua primeira atividade pelo Galo no dia de reapresentação do elenco alvinegro para a pré-temporada. Logo de cara, implanta uma nova filosofia baseada em disciplina nas concentrações e nos treinos.

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21/1: Cartão de visitas com sufoco
O triunfo por 1 a 0 sobre o Uberlândia, pelo Mineiro, representou a estreia de Dudamel, que teria muito trabalho pela frente. Erros herdados da equipe de 2019 apareceram em noite em que o goleiro Michael brilhou ao defender uma penalidade e salvar o Galo.

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29/1: Primeiras críticas
O empate sem gols com o Coimbra, no Independência, com mando de campo do time de Contagem, é um passo para trás na temporada. O Atlético, que vinha de uma goleada por 5 a 0 sobre o Tupynambás, não conseguiu furar o bloqueio adversário. Teve torcedor que não gostou; a maior parte da torcida pedia ‘paciência’.

2/2: Equipes ‘mesquinhas’
O Atlético não saiu de um empate em 1 a 1 com o Tombense, o que rendeu comentários negativos por parte de Dudamel. O alvo: o time de Tombos. “Esperava enfrentar equipes mais atrevidas. Não esperava enfrentar equipes tão pobres, mesquinhas. Devemos saber conviver com esse protagonismo”, disse o treinador, que foi respondido à altura por Eduardo Uram, gestor do Tombense. A equipe do interior hoje lidera o Mineiro, e o Galo é quarto colocado.

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6/2: Tango do vexame
Na Argentina, o Atlético estreou na Sul-Americana. Em campo, o time levou um baile: goleada por 3 a 0 do Unión de Santa Fé sobre o alvinegro. No fim da partida, Allan perdeu um pênalti e ainda foi expulso. O resultado fez grande parte da torcida perder a paciência com Dudamel e o time.

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12/2: As críticas só aumentam
Dudamel foi novamente criticado pela ineficiência de sua equipe, que apenas empatou em 0 a 0 com o Campinense, pela Copa do Brasil, e se classificou por conta do regulamento. “É um momento em que entendemos que existirão muitas críticas porque a equipe não funcionou bem. Precisamos encontrar respostas e trabalhar”, afirmou.

16/2: Revolta com a torcida
A derrota para a Caldense, no Mineirão, por 2 a 1, revoltou a torcida, que vaiou o treinador e o volante Zé Welison. Em sua entrevista coletiva após o duelo, Dudamel subiu o tom da fala em defesa do atleta: “Estou triste. Me doeu o que aconteceu ao Zé. Porque é um grande jogador e hoje lamentavelmente viveu uma situação de futebol. O apontaram como se tivesse roubado, se tivesse matado alguém. É uma partida de futebol! Não estou de acordo”.

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20/2: ‘União’ na berlinda
O triunfo por 2 a 0 sobre o Unión, no jogo da volta pela primeira da Sul-Americana, não foi o suficiente para o Galo avançar. Apesar da eliminação, o presidente Sérgio Sette Câmara garantiu a permanência do técnico: “Vocês já estão derrubando o treinador? O que é isso? O treinador vai ficar. Não vamos, por conta de um mês de trabalho, que ainda está começando...”.

27/2: Acabou o mel
Na madrugada desta quinta-feira (27), depois da desclassificação para o Afogados, pela Copa do Brasil, mais um vexame na conta da diretoria de Sérgio Sette Câmara, o presidente demitiu Dudamel, o diretor de futebol Rui Costa e o gerente Marques.

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