A situação do Cruzeiro no Campeonato Brasileiro está cada vez mais delicada. Com o empate em 0 a 0 com Fluminense, nessa quarta-feira (9), no Mineirão, a Raposa está cada vez mais afundada na zona de rebaixamento. 

Após o duelo - o sétimo seguido sem vencer no torneio - o técnico Abel Braga, visivelmente abatido, revelou a influência que o jejum de vitórias tem no rendimento dos jogadores  em campo. 

"Tem que ganhar. É por isso que eu não quero falar muito hoje, para não enganar vocês (imprensa). Seu falo mentiras para vocês, acabo falando mentiras para o torcedor. O peso (do jejum de vitórias) está grande. Enquanto não acontece essa vitória, a coisa vai se complicando. A gente vai olhando para os outros times, e agora é menos um jogo. Tem que sair esse peso, esse peso está dando influência (em campo)", afirmou o experiente comandante, que acumula dois empates e uma derrota à frente do time estrelado. 

Na 18ª colocação, com 21 pontos, quatro a menos que o CSA, 16º colocado, o Cruzeiro volta a campo no próximo domingo (13), para enfrentar a Chapecoense, às 19h, na Arena Condá, em Chapecó, pela 25ª rodada do Brasileirão. 

Confira outros temas comentados por Abel Braga, na entrevista coletiva

Entrada de jovens, como Maurício e Popó

"Acabamos dependendo de garotos. Se a pressão já é muito grande para os mais veteranos, imagina para os mais novos. Essa rapaziada experiente, com Fábio, Dedé, Edilson, Fred, Henrique, Robinho... é sensacional com os garotos, mas não é o ideal colocar com essa pressão que vem de dentro e de fora do campo". 

Aproveitamento de Joel

"Quando eu troquei o Sassá, ia colocar o Joel. Mas não fez treino tático. Ele foi bem na seleção, na Copa Africana. Foi bem em Portugal, não tinha ido bem aqui, mas parece que amadureceu. O treino que ele fez foi no lado do campo, não foi centralizado". 

Ausências de Pedro Rocha e Rodriguinho 

"O Pedro hoje, na primeira bola, de posse de bola falou que o pé estava doendo. O Rodriguinho é um jogador que todos gostam. Acho que o DM pode explicar melhor. Jogador extraordinário, um cara extraordinário. As informações dos clubes que ele jogou, que chegaram até a mim, sempre muito boas".

Confiança na recuperação

"Eu sei do tamanho, mas não sei te precisar exatamente o quanto está sendo para os jogadores. Sei que está sendo difícil. Mas não vamos nos entregar. Não pense você que vim pra cá preocupado com a situação do Cruzeiro. Eu vim sabendo. Estou passando por uma experiência única. Eu não pego nada no meio, peguei porque confio nos atletas. Confio no que me foi passado. Confio na torcida. Fiz pedido de comparecimento e me surpreendeu. Ninguém acredita, ninguém está acreditando. Mas nós não vamos deixar de acreditar".