Os seis pontos conquistados nas duas primeiras partidas em que dirigiu o time, com vitórias (2 a 1) sobre o Internacional, na estreia, no Independência, em 26 de julho, e Santos (1 a 0), na Vila Belmiro, três dias depois, deixaram a impressão de que Adilson Batista seria o treinador responsável pela primeira permanência do América na Série A do Campeonato Brasileiro após um acesso, que já tinha acontecido em 2010 e 2015, mas com quedas nas temporadas seguintes.

E o início de Adilson Batista foi realmente animador. O Coelho não se intimidava diante dos adversários mais fortes, o que acontecia demais nos tempos de Enderson Moreira no comando, mas com o passar do tempo a covardia passou a ser a marca americana.

Covardia tática, com excesso de preocupação defensiva e ausência de atacantes em várias partidas.

O resultado é que o América faz a segunda pior campanha deste returno, em que foi todo comandado por Adilson Batista. Só tem desempenho melhor justamente que o do Paraná, que somava 18 partidas sem vitória e quebrou o jejum no Independência.

E a anunciada queda de Adilson Batista aconteceu no início da noite deste sábado (10), logo após a vexatória derrota para o Paraná.

O clube procura agora o substituto, que terá a tarefa de comandar o time nas cinco rodadas finais, quando precisa de três vitórias encarando Internacional, Palmeiras e Fluminense, fora de casa, e recebe Santos e Bahia, no Independência.