Foi suado, mas o Cruzeiro venceu o Uberlândia por 2 a 1, na tarde deste domingo (1), no Mineirão, e se reabilitou no Campeonato Mineiro.

Apesar das dificuldades encontradas na partida, e na pouca inspiração do setor ofensivo, o técnico Adilson Batista enalteceu os pontos positivos na vitória sobre o Verdão, que veio apenas nos últimos minutos do duelo.

“Enaltecer dedicação, a entrega, o empenho, a superação, a (capacidade de) assimilar os erros, de reagir com os erros. Isso é um processo nosso, a gente tem que entender, aceitar, ter discernimento para ir corrigindo com o trabalho. A intenção sempre é colocar aquilo que entendemos o que são os melhores para o momento, as vezes a ideia é dento do comportamento do adversário. Você tenta induzir, penetrar, fazer situações em que tenhamos volume de jogo, que criamos situações. Fomos felizes e premiados com um grande jogo”, completou o treinador.

Adilson Batista Cruzeiro

Em relação ao momento atual da equipe, que não vem apresentando um bom futebol nos últimos jogos, o comandante da Raposa pediu calma, elencando uma série de motivos que contribuem para o atual desempenho da Raposa.

“Eu acho que eles não estão cobrando (torcedor). O Cruzeiro tem 9 milhões de torcedores, não são os 30 mil que estão aqui, que as vezes vaiam A, B ou C. Tem que entender o processo. No próximo dia 7 nós vamos completar dois meses de trabalho. Nos primeiros 15 dias eu trabalhei com quem não iria ficar. Eu rezei para os meninos perderam a taça (Copa São Paulo) porque eu tinha necessidade de ter atletas. Chegaram alguns jogadores que o Cruzeiro havia contratado, houveram indefinições, Justiça, BID, estreia em uma correria contra o Tupynambás de cinco jogadores que fizeram o primeiro jogo-treino oficial. Nesses últimos 20 dias, cinco viagens desgastantes, complicadas. Ai entram lesões, adaptação, processo que é preciso de entender que tem que ter um pouco de calma, que vão errar (jogadores), faz parte do processo. Não é uma justificativa, não tenho uma data correta. Eu estou confiante naquilo que eu estou acompanhando no dia a dia, em termo de trabalho, em termos de conversas com a diretoria, para que a gente vá encontrando o grupo aos poucos. Temos que ter um pouco de calma, peço essa compreensão para que, no momento correto, a gente tenha um time que o torcedor consiga identificar e gostar, e que seja a cara do Cruzeiro”.

João Lucas

Durante o confronto deste domingo, um dos jogadores mais cobrados pelo torcedor que compareceu ao Gigante da Pampulha foi o lateral-esquerdo João Lucas.

O lateral, que trabalhou com o Adilson no Ceará, e foi um pedido do comandante, foi vaiado por parte dos cruzeirenses em alguns momentos da partida.

Sobre a situação de João Lucas, o técnico da Raposa foi enfático, defendendo e cravando a manutenção do jogador na formação inicial.

“Sempre acham um pra Cristo, um pra Judas. Agora acharam o João. Chegou agora, calma, foi sobrecarregado contra o Tombense pelo setor, que não acompanharam o lateral canhoto. Também precisamos dar mérito opara o adversário. O lado forte do Uberlândia é o lado direito. Tem que ter um pouco de calma. E ele também tinha que ter a inteligência, o discernimento, as vezes você não tá bem no jogo.  E é o titular, para mim ele é titular. Rafael (Santos) é um menino ainda, tem que ter calma”.

O Cruzeiro agora volta o foco para a Copa do Brasil, em que vai enfrentar o Boa Esporte, na próxima quarta-feira (4), às 21h30, no Melão, em Varginha, pela segunda fase do torneio.