Depois de pedir licença do cargo e não renunciar a ele – para não dar ao seu adversário político e presidente da Federação Catarinense de Futebol (FCF), Delfim Peixoto, a chance de assumir a presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), por ser o vice mais velho da entidade –, Marco Polo Del Nero segue agindo nos bastidores para tirar o rival de cena.

Nessa sexta (4), o deputado federal Marcus Vicente (PP/ES), que assumiu a presidência da entidade com o pedido de licença de cinco meses de Del Nero, convocou eleições para preencher o cargo de vice, que está vago desde a prisão do ex-presidente José Maria Marín, em maio, na Suíça.

A eleição será no dia 16 e a estratégia de Marco Polo Del Nero e seus aliados é arrumar um candidato que tenha mais de 74 anos, idade de Delfim Peixoto, para que ele assuma a presidência da CBF caso o cartola que está licenciado seja retirado do cargo.

O estatuto da CBF prevê que na renúncia ou afastamento do presidente, o vice mais velho, entre os cinco que a entidade tem, assume o cargo. Foi assim que José Maria Marin passou a ocupar o lugar de Ricardo Teixeira, em 2012.

Del Nero foi eleito e na sua chapa, o vice mais velho é Delfim Peixoto, que se tornou opositor do cartola e não frequenta mais o prédio da entidade, no Rio de Janeiro.

Nessa sexta, por exemplo, ele nem participou de um almoço de confraternização de final de ano promovido por Marco Polo Del Nero e Marcus Vicente, mas que foi também carregado de conversas políticas.

De acordo com o edital publicado no site da CBF, a escolha do novo vice será feita pelos 27 presidentes de federações e pelos 40 representantes dos clubes da Série A e B do Campeonato Brasileiro.

Del Nero pediu licença por 150 dias, sendo que o estatuto da CBF permite um período máximo de 180 dias, renováveis por mais 180, desde que ele reassuma o cargo por pelo menos um dia.

Prisão

O secretário-geral da Federação Guatemalteca de Futebol e juiz da Corte de Constitucionalidade do país, Héctor Trujillo, foi preso nessa sexta (4) foi preso durante um cruzeiro em Porto Canaveral, na Flórida, nos Estados Unidos. Ele foi um dos 16 indiciados pela Justiça norte-americana na nova etapa da investigação sobre corrupção na Fifa.