O clássico que abre, logo mais, às 16h, no Mineirão, a disputa pelo título estadual de 2019 é marcado por momentos radicalmente opostos vividos por Cruzeiro e Atlético. Tido como favorito por alguns, pela invencibilidade na temporada e pela classificação antecipada, e como primeiro colocado do grupo, na Libertadores - com goleada por 4 a 0 sobre os argentinos do Huracán, no meio da semana - a Raposa faz um jogo, supostamente, de afimação da boa fase. 

Já o Galo, que demitiu o técnico Levir Culpi após o desastre de Assunção, na quarta-feira (derrota por 4 a 1 para o Cerro Porteño, que tornou bastante complicada a qualificação do time às oitavas do sul-americano), tem pela frente um confronto tipicamente de reabilitação.

Alheios a isso, os treinadores dos dois clubes adotam discurso parecido: o de respeito ao adversário, já que os clássicos são sempre imprevisíveis, e de esforço para atingir seus objetivos, independentemente do que ocorreu nas últimas partidas. 

"O que coloca um time mais ou menos favorito foi o que foi feito até agora. Mas o que foi feito agora não vai jogar, nem entra em campo", diz Mano Menezes. 

"Quem já é experiente, e já tem treinador que passou por situações como essa, pode elencar 100 situações em que foi favorito e perdeu. O Atlético-MG tem a melhor campanha, por um momento pode achar que o Cruzeiro está melhor, por outro não. Não tem valor. Isso é para o torcedor, para vocês", completa.  

No lado atleticano, Rodrigo Santana, interino no comando da equipe para os jogos da decisão, reconhece que o Alvinegro passa por situação desfavorável, após o revés no Paraguai e suas consequências. Mas assegura que a ideia para o clássico é, no mínimo, fazer com que o Galo equilibre as ações em campo e aproveite eventuais descuidos do adversário. 

"Procuro trabalhar muito em cima do adversário. Minha forma é mais tranquila, de passar o máximo de informação para o elenco, para que eles tenham uma noção maior dentro de campo. Deixá-los bem à vontade dentro do jogo, sabendo os perigos que o adversário pode causar e os momentos que a gente pode, também, usufruir das lacunas que eles venham a deixar", ressalta o treinador.

Mistério

Os dois treinadores não revelaram as escalações das equipes, o que só deve ser feito quando faltar pouco mais de uma hora para o apito inicial. No Cruzeiro, é praticamente certa a volta dos laterais Egídio, na esquerda, e Edílson, na direita, poupados no confronto da Libertadores. Sairiam Orejuela e Dodô. 

No banco, a novidade pode ser a presença de Thiago Neves, recuperado de contusão, e do recém-contratado Pedro Rocha. No encerramento da preparação para o jogo, Mano não confirmou nem afastou a possibilidade.

No Atlético, é certo o retorno de Réver à zaga, mas não se sabe se no lugar de Igor Rabelo ou de Léo Silva. Insatisfeita com recentes atuações de Rabelo, a torcida pode acabar vendo em ação, novamente, a consagrada dupla de defensores campeã da Libertadores de 2013.

No meio de campo, Adilson e Zé Welison brigam pela vaga de primeiro volante. Um deles deve formar dupla com Elias. O meia-atacante pela direita no Paraguai foi Maicon Bolt, mas há ainda a opção de Geuvânio, que não está inscrito na Libertadores e por isso não jogou. Por ter feito melhor campanha na primeira fase, o Atlético joga por dois empates ou vitória e derrota pela mesma diferença de gols.

 
A FICHA DO JOGO

CRUZEIRO

Fábio; Edílson, Dedé, Léo e Egídio; Henrique e Lucas Romero; Robinho, Rodriguinho e Marquinhos Gabriel; Fred
Técnico: Mano Menezes

ATLÉTICO

Victor; Guga, Réver, Igor Rabello (Leonardo Silva) e Fábio Santos; Adilson (Zé Welison) e Elias; Luan, Cazares e Maicon Bolt (Geuvânio); Ricardo Oliveira. Técnico: Rodrigo Santana

DATA: 14 de abril de 2019
LOCAL: Mineirão
CIDADE: Belo Horizonte
HORÁRIO: 16h
MOTIVO: Jogo de ida da decisão do Campeonato Mineiro
ARBITRAGEM: Wagner do Nascimento Magalhães, auxiliado por Rodrigo Figueiredo Henrique Correa e Michael Correia
ARBITRAGEM DE VÍDEO: Bruno Arleu de Araújo será o árbitro de vídeo, com o apoio de Igor Júnio Benevenuto de oliveira
TRANSMISSÃO: Globo e Premiere