O presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, está decidido a permanecer no comando tricolor. Em reunião nesta quinta-feira (9) com conselheiros e ex-presidentes do clube, o mandatário chegou a ouvir conselhos para que  deixasse o cargo, mas não acatou.

A justificativa dos "cardeais" do Morumbi é que essa seria a melhor decisão do ponto de vista pessoal, para cuidar da vida profissional, da saúde e se preservar. O presidente são-paulino refutou a sugestão, sem dar margem para qualquer tipo de reflexão.
 
No encontro, Aidar foi cobrado por alguns dos diversos episódios confusos do seu um ano e meio de gestão. Ele fez questão de relembrar um a um e dar explicações. Em resumo, garantiu que não houve desvio de dinheiro e nenhum ato irregular em sua gestão. Aidar apresentou novos planos para o futuro, disse que fará uma grande reformulação na diretoria e será capaz de superar a turbulência política que assola o Morumbi.

"Eu aguento tranquilamente essa pressão", disse o presidente, segundo os presentes na reunião.

Ataíde Gil Guerreiro, seu ex-vice-presidente de futebol, com quem brigou na última segunda-feira (5), organiza um movimento para o pedido de impeachment.

Nesta quinta, ele enviou um e-mail ao mandatário, afirmando ter gravações em que Aidar fala sobre divisão de dinheiro em comissões de jogadores e da participação da namorada do presidente, Cinira Maturana, em negociações do São Paulo.