A taça de campeão mineiro de 2018 terá muitos significados, independentemente de Henrique, do Cruzeiro, ou Leonardo Silva, do Atlético, erguê-la no início da noite deste domingo (8) no gramado do Mineirão. Isso porque muitas marcas e curiosidades estão em jogo no 22º segundo confronto direto entre os dois rivais pelo título do Estadual numa história de quase oito décadas.

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VANTAGEM
Desde que a fórmula atual de disputa do Campeonato Mineiro foi implantada, na edição de 2004, Atlético e Cruzeiro decidem o título pela nona vez. E nas oito anteriores, o time que tinha a vantagem dos dois empates ou vitória e derrota pela mesma diferença de gols só foi campeão em quatro edições (2009, 2011, 2014 e 2017).
Em outras quatro oportunidades (2004, 2007, 2008 e 2013), a taça ficou com a equipe que entrou na decisão do título mineiro em desvantagem. Assim, a final de 2018 aparece como um tira-teima neste aspecto.
Só lembrando, quem carrega a vantagem é o Cruzeiro, mas como perdeu por 3 a 1 no último domingo (1), no Independência, precisa vencer neste domingo, no Mineirão, por pelo menos dois gols de diferença para ganhar o Estadual, que venceu pela última vez em 2014.

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JEJUM AZUL
Como ganhou o Campeonato Mineiro pela última vez em 2014, o Cruzeiro já amarga três edições seguidas (2015, 2016 re 2017) sem levantar a taça. Se não for campeão neste domingo, terá seu maior jejum desde o hexacampeonato do Atlético, entre 1978 e 1983.
Entre 1999 e 2002, a Raposa passou quatro anos sem vencer o Estadual, mas participou apenas de três edições, pois a de 2002 contou apenas com clubes do interior, com América, Atlético, Cruzeiro e Mamoré jogando a Copa Sul-Minas.
Neste mesmo ano, os cruzeirenses venceram o Supercampeonato Mineiro, que contou com os clubes da Sul-Minas e a Caldense, campeã mineira da temporada.

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FINAIS DIRETAS
Na história do Campeonato Mineiro, o Cruzeiro leva vantagem nas decisões diretas contra o Atlético (12 a 8), numa história que começou na edição de 1940, com o Palestra Itália levantando a taça. Em 1956, os dois clubes dividiram o título. E vencer neste domingo dará à Raposa uma folga maior nessa disputa particular com o maior rival.

MATA-MATAS DO SÉCULO

Desde 2001, Cruzeiro e Atlético já fizeram 14 de mata-matas, com jogos de ida e volta, por competições nacionais, regionais e estaduais. A vantagem no geral é cruzeirense (9 a 5), mas o momento pode ser totalmente atleticano, pois a conquista da taça neste domingo significará um 5 a 1 nos seis confrontos da chamada Era das Novas Arenas, iniciada em 2013. Além disso, o maior importante deles, a decisão da Copa do Brasil de 2014, foi vencido pelo Galo.

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ARTILHARIA
O Campeonato Mineiro de 2018 pode terminar com o artilheiro com o menor número de gols marcados na história da competição desde 1915.  As piores marcas são de Meireles, do Atlético, em 1915, Jajá, do Guarani, em 2008, e Mancini, do Villa Nova, em 2014, todos com sete bolas nas redes.
Neste ano, os goleadores são Aylon, do América, e Ricardo Oliveira, do Atlético, com seis gols, cada. Logo depois deles aparecem os cruzeirenses Rafinha, com cinco, e Thiago Neves, com quatro.

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