A pressão do lado de fora do estádio Independência foi grande, com a torcida fazendo manifestações contra a diretoria e alguns jogadores, mas o Atlético teve cabeça fria para estrear com vitória no Campeonato Brasileiro, obtendo três pontos diante do Avaí. Além de Geuvânio, que vem se mostrando uma peça importante no esquema atleticano, outro destaque foi o VAR.

O árbitro de vídeo atuou duas vezes em jogadas dos catarinenses – uma para confirmar o gol que empatou a partida em 1 a 1, logo no primeiro tempo. E outra para anular, após ver toque de mão do zagueiro Betão, na primeira vez que o Galo contou com a ajuda da tecnologia. Se o gol fosse confirmado, o jogo ficaria em 2 a 2 e talvez o alvinegro não teria mais fôlego para pular à frente novamente.

O clube mineiro buscou impor o jogo, mas mostrou os velhos problemas de sempre, como a organização da defesa nos momentos de contra-ataque. Ainda assim, o Galo esteve mais perto de abrir o placar nos primeiros minutos, com um chute de fora da área de Elias e um cruzamento de Fábio Santos, que cruzou toda a área sem nenhum jogador para completar a gol.

Com Luan se destacando mais uma vez, os donos da casa trocavam muitos passes e buscavam trabalhar a bola nos dois lados do campo, mas pecavam nos últimos lances, faltando penetração e tabelas dentro da área. Num raro momento que isso aconteceu, aos 26 minutos, o Atlético quase marcou, com Ricardo Oliveira e Elias, que acabou chutando para fora.

Na parte final do primeiro tempo, Geuvânio começou a chamar a jogo para si, buscando entrar com velocidade na área. A persistência foi premiada. Quando a bola parecia perdida, caminhando para a linha de fundo, ele a recuperou e tocou para Ricardo Oliveira, que foi derrubado. Pênalti. Fábio Santos, o melhor batedor de penalidades do time, marcou o primeiro gol do Galo Brasileirão 2019.

O atacante paraguaio Brizuela entrou no lugar de Getúlio, no intervalo, e, poucos segundo depois de reiniciada a partida, ele empatou. O gol só foi validado por conta do VAR. A arbitragem havia marcado impedimento, após a defesa atleticana fazer a chamada linha burra na cobrança de falta. Ao fazer o carrinho para tocar na bola, Brizuela acertou a barriga de Victor, mas não foi assinalado falta.

O Galo não teve tempo de sentir o baque. Na primeira jogada de ataque seguinte ao gol, Ricardo Oliveira pôs o alvinegro na frente de novo, aos 7 minutos. E mais uma vez teve a participação decisiva de Geuvânio, que entrou na área, pelo lado direito, e cruzou para o camisa 9 emendar para redes.

Dez minutos depois, veio o susto. Numa cobrança de escanteio, Betão marca de cabeça. Primeiramente, o árbitro Rodolpho Toski Marques confirma o gol. O VAR, porém, chama a atenção para a bola tocando no braço do zagueiro. É a primeira vez que a tecnologia ajuda o Galo na temporada. O Galo ainda teve chances de aumentar o placar, com Ricardo Oliveira, que acertou o travessão, aos 42 minutos.

Apesar de o Galo evidenciar ainda algumas deficiências, especialmente na marcação, o Atlético retira um pouco da pressão em torno dos maus resultados obtidos nas últimas semanas, com a perda do título do Campeonato Mineiro e a eliminação da Copa da Libertadores. O próximo confronto é diante do Vasco, na quarta-feira, às 21h30, em São Januário.

 

ATLÉTICO 2 X 1 AVAÍ

GOLS – Fábio Santos, aos 46 minutos do primeiro tempo. Brizuela, no primeiro minuto, Ricardo Oliveira, aos 7 do segundo tempo.

ATLÉTICO – Victor, Guga, Leonardo Silva, Maidana, Fábio Santos, Adilson, Elias (Vinícius), Luan, Geuvânio, Chará (Jair), Ricardo Oliveira (José Welison). Técnico: Rodrigo Santana.

AVAÍ – Vladimir, Iury, Marquinhos Silva, Betão, Paulinho, Mosquera (André Moritz), Pedro Castro, Matheus Barbosa, Gegê (Jonas Carioca), João Paulo e Getúlio (Brizuela). Técnico: Geninho.

ARBITRAGEM - Rodolpho Toski Marques (Fifa-PR), auxiliado por Bruno Boschilia (Fifa-PR) e Victor Hugo dos Santos (PR). Árbitro de vídeo: Rodrigo Nunes de Sá (RJ)

PÚBLICO - 10.531

RENDA - 52.427,00