O atacante Alerrandro, prata da casa do Atlético, passou por um momento complicado nesta temporada. Na sétima rodada do Campeonato Brasileiro ele foi surpreendido com a titularidade na partida com o Flamengo. E em entrevista recente ao programa Bate Papo Esportivo, da TV Horizonte, revelou que não estava preparado para começar entre os 11 naquele jogo.

“Foi muito difícil, pois eu não estava muito preparado para iniciar o jogo. Eu fui pra ser banco, mas entrei no vestiário depois do aquecimento, todo mundo olhando para mim, eu vi que o Ricardo (Oliveira) estava no canto conversando com o doutor. No finalzinho, quando nós fomos fechar (a preleção) o Thiago (Larghi) chegou em mim e disse que eu ia jogar. Tentei dar o meu máximo”, comentou.

Naquela ocasião o atacante substituiu o experiente Ricardo Oliveira, que não entrou em campo por causa de uma virose.

“Passou um filme. Era o Flamengo um rival do Atlético, a torcida já tinha feito um show na entrada com a rua de fogos. Eu não estava me vendo como titular, passou um filme da minha infância, por isso no começo teve o meu nervosismo”, relembrou, falando da pressão que sentiu.

“Senti um pouco. Senti que poderia dar mais, poderia ter feito o gol, uma chutei e bateu no cara, a outra chutei para cima. Fiquei com aquilo no meu peito de que eu poderia ter resolvido o jogo, mas naquela bola eu chutei para cima no contra-ataque que o Cazares deu a bola para mim. Por isso que veio o abalo na cabeça”, contou.

Substituído aos 20 minutos do segundo tempo, Alerrandro deixou o campo e, no banco de reservas, até chorou.

“Foi uma decepção comigo, nada sobre a substituição. Foi mais por mim, vi que eu não fui bem no tanto que posso dar pelo Atlético, e ter errado aqueles dois gols que por mim eu poderia ter mudado o resultado do jogo. A gente estava dominando, se eu faço o gol eu poderia mudar o rumo do jogo”, explicou.

Pupilo do experiente Ricardo Oliveira, Alerrandro afirma que o atacante que passou por grandes clubes, do Brasil e exterior, o ajuda bastante.

“Fico muito feliz de ter um amigo como o Ricardo Oliveira, que é um ídolo para mim, e pegar muitas dicas com ele. Ele conversa muito comigo, principalmente quando eu entro como titular. Antes dos jogos ele me orienta, me manda mensagem e eu fico muito feliz com isso”, comentou.

Responsabilidade por vestir a camisa do Atlético

Em busca de espaço no elenco do Atlético, Alerrandro admite que no começo não tinha a dimensão da responsabilidade por defender a camisa do Atlético.

“Quando eu subi (da base para o time principal) eu não tinha essa ideia. Mas depois a ficha caiu e eu fui vendo, é uma responsabilidade muito grande jogar nesse clube. Espero dar muitas alegrias à torcida no futuro”, garantiu.