Desorganizado e desequilibrado, o Coelho não conseguiu defender sua invencibilidade na Série B e caiu diante do Avaí, por 2 a 0, na noite desta sexta-feira (15), na Ressacada, em Santa Catarina. Em um duelo no qual até o sempre seguro Neneca falhou, o América leva para Belo Horizonte apenas a lição de não jogar somente no erros do adversário. Menos mal que o xará potiguar não conseguiu superar o São Caetano, em São Caetano do Sul, e o time mineiro permaneceu na liderança do torneio, com 13 pontos em seis jogos.

 

Na próxima terça-feira (19), o Coelho recebe o Bragantino, às 21 horas, no estádio Independência, buscando a recuperação imediata e tentar esquecer de forma rápida esse revés. O time da Ilha, por sua vez, só volta campo na sexta-feira (22), quando encara o Guaratinguetá, na cidade homônima.

 

Pouca ação

 

Fora de casa, o América continuava com a proposta de explorar os erros do adversário. Por esperar a ação do time da casa, o Coelho ficou acuado, sem muitos recursos para conseguir mostrar o porquê de ser líder invicto da Série B. Desde o primeiro minuto, o Leão da Ilha mostrava sua força e, em um primeiro tempo de qualidade técnica discutível, os lampejos de perigo saíram dos pés catarinenses, assim como o único gol.

 

Como aos três minutos, quando o volante Mika arriscou de fora da área um chute cheio de veneno. Espeto, Neneca acompanhou o lance que levou perigo. A oportunidade com clara preocupação só voltou a surgir aos 32, quando Pirão tentou encobrir o arqueiro do Coelho, mas a bola acabou afastada. Porém aos 45 minutos, o goleiro nada pôde fazer. Após escanteio, a bola espirrou na pequena área e Julinho, oportunista, emendou de bicicleta para o fundo das redes. Golaço, para desespero da equipe mineira que desceu para o vestiário com desvantagem de 1 a 0 no marcador.

 

Sem objetividade

 

O Coelho voltou modificado para o segundo tempo. Alessandro, o xodó da torcida, entrou no lugar do rápido Bruno Meneghel, enquanto Bryan deu lugar ao lateral Pará. Apesar das substituições, quem começou assustando foi o Leão da Ilha, quando, logo no minuto inicial, Diogo Orlando experimentou de fora da área e parou na defesa de Neneca, sempre atento. Aos 6, Mika aproveitou rebote da zaga contrária para assustar o arqueiro americano.

 

Sem grande objetividade e com pouco apoio das laterais, o Coelho não apresentava menção de uma recuperação na partida, que caminhava de forma perigosa para os minutos derradeiros, exatamente como o adversário queria. Com chutes de longes e o famoso “chuveirinho”, o ataque era ineficaz. O Avaí, por sua vez, passou a contar com o relógio como seu décimo segundo jogador e deixava o tempo passar, cadenciando a saída de bola.

 

De tanto que soube explorar o nervosismo do Coelho, os donos da casa conseguiram o gol da vitória, aos 37 minutos, quando o maior amigo do Leão da Ilha foi justamente aquele que era vilão de todos os times da Série B até aqui. Em um chute rasteiro, de fora da área, Diego Acosta saiu para o abraço após Neneca, sempre seguro, pular atrasado e deixar a bola escapar por baixo de seus braços. Triste 2 a 0.

 

Nos oito minutos seguintes, o time catarinense “cozinhou” o duelo, esperando o apito derradeiro. Afoito, o América buscava o empate, mas se mostrava desequilibrado, tanto que aos 43 minutos, Gabriel, de forma injustificável, tomou o segundo cartão amarelo e foi mais cedo para o chuveiro. Triste forma de acabar a invencibilidade de uma equipe que se mostrava lúcida até o momento, mas que nesta sexta-feira foi apenas uma caricatura dos jogos anteriores.

 

FICHA TÉCNICA

AVAÍ 2 X 0 AMÉRICA


AVAÍ: Diego, Patric (Laércio), Cassio, Leandro Silva, Pirão; Mika (Marcinho Guerreiro), Bruno Silva, Diogo Orlando, Cléber Santana; Julinho (Jaílton) e Diogo Acosta. Técnico: Hemerson Maria


AMÉRICA: Neneca, Rodrigo Heffner (Thiaguinho), Gabriel Santos, Everton Luiz, Bryan (Pará); Dudu, Leandro Ferreira, Gilberto, Rodriguinho; Bruno Meneghel (Alessandro) e Fábio Júnior. Técnico: Givanildo Oliveira


Gols: Julinho (aos 45' do 1º tempo) e Diego Acosta (aos 37' da etapa complementar)
Estádio: Ressacada
Local: Florianópolis (SC)
Público: 4.624 pagantes
Rendas: R$ 51.810,00
Árbitro: Devarly Lira do Rosário
Auxiliares: José Maciel Linhares e Vanderson Antônio Zanoti
Cartões amarelos: Bryan e Gilberto (América); Mika, Pirão , Diogo Orlando e Diego Acosta (Avaí)
Cartão vermelho: Gabriel Santos (América)