Enquanto Atlético e Cruzeiro se prepararam para a decisão do Campeonato Mineiro, marcada para o próximo sábado (20), no Independência, um personagem da partida de ida sofre com ameaças recebidas no celular pessoal e nas redes sociais.

Longe de ser protagonista na vitória da Raposa, por 2 a 1, no jogo de ida realizado no Mineirão, o árbitro Igor Benevenuto convive com uma constante dor de cabeça, para a qual não existe medicação em farmácias; ele foi acusado por alguns torcedores de ter influenciado diretamente em lances em que o VAR foi acionado pelo árbitro Wágner Magalhães.

"Participei da equipe, mas não era o VAR principal; esta função era do Bruno Arleu de Araújo. Eu não tomava as decisões. Minha função era anotar todos os acontecimentos do jogo, como cartões e substituições. Quem tomou todas as decisões do campo, de pênalti ou não pênalti, impedimento ou não impedimento, e todas as outras checagens foi o Bruno, que é do Rio de Janeiro", relatou Benevenuto à Rádio Itatiaia.

"Infelizmente, por questão cultural, por falta de educação, por falta de conhecimento, algumas pessoas estão achando que eu que decidi todas as coisas e isso não é verdade. Estão fazendo ameaças. Conseguiram o número do meu celular, estão me ameaçando, me xingando e falando um monte de asneiras. Nas minhas redes sociais a mesma coisa", acrescentou.

Acusado por anônimos - em áudios espalhados no Whatsapp - de ter cartão de sócio-torcedor do Cruzeiro, time vencedor na primeira partida, o árbitro belo-horizontino dispara contra o que chama de Fake News.

"Respeito todas as equipes e torcedores; gostaria que me respeitassem também. Vou procurar os órgãos possíveis para me auxiliar. Começaram a inventar coisas sem fudamento e critério. Estão espalhando uma mentira absurda, que nunca existiu. Falaram que sou sócio-torcedor do Cruzeiro. Isso nunca existiu. Nunca fui torcedor de nenhuma equipe de Minas; isso eu provo", finalizou.