Nayara Monteiro, de 25 anos, já emagreceu 16 quilos em um ano. Agora, quer perder mais dez. Com 1,45 metro de altura, ela sabe que ainda está fora da faixa de peso ideal dela. Dedicação não falta. Nayara faz musculação e spinning além da dança.

Já a amiga Lohane Pavioti, 20, livrou-se de 12 quilos. O objetivo no momento é perder mais 20. Para isso, investe pesado nas aulas de axé, zumba, além de uma dieta rigorosa.

No último dia 31, as duas viveram uma noite especial. Participaram de uma apresentação com outras alunas diante de um auditório lotado.

Enquanto muitas mulheres evitam certas atividades por estarem com sobrepeso, Nayara e Lohane não estão nem um pouco preocupadas por ainda não exibirem curvas perfeitas.

As palmas entusiasmadas no fim da apresentação eram a dose extra de incentivo que elas precisavam para eliminar o excesso de peso que ainda sonham.

FOCO E DETERMINAÇÃO

“Não acho que estar acima do peso é motivo para você deixar de fazer alguma coisa que você goste. Quem pensa assim é fraco e se acomoda. Eu quero continuar emagrecendo, mas não vou deixar de dançar, que é o que eu gosto de fazer, porque estou acima do peso. Eu brinco que eu sou gordinha, mas sou gostosa”, diz Nayara, com bom humor.

A paixão pela dança começou quando Nayara tinha apenas quatro anos de idade. Só interrompeu durante um pequeno período da vida em que sofreu com a depressão, fase em que ganhou boa parte dos quilos que hoje tenta eliminar.

“Eu me exercito fazendo o que eu mais gosto. As aulas de axé e funk são as mais animadas. A gente sai pingando. Você sai de uma aula dessas se sentindo ótima”, completa ela.

Para a maquiadora Lohane, o desafio da apresentação foi dobrado. “Eu nunca tinha pisado num palco na minha vida”, confessa.

Além de dançar diante de uma plateia lotada, coube a ela maquiar todas as colegas. “Quando terminou, eu só chorava. Tinha muita coisa envolvida nesta apresentação. Foi um desafio que eu consegui superar e foi ótimo. Fomos muito aplaudidas, o que faz nossa autoestima aumentar bastante”, conta.

VENCENDO PRECONCEITOS

Se na escola de dança Lohane sempre contou com o apoio das colegas, em outras situações ela já sofreu com o preconceito, principalmente na época em que fazia ballet.

“Neste período eu pesava muito mais. Aí algumas pessoas de fora torciam o nariz quando eu falava que fazia ballet. Até na hora de comprar roupa e sapatilha as vendedoras me olhavam de uma maneira estranha. Mas quando eu começava a dançar e com o apoio das minhas amigas aqui isso logo passava. Dançando eu me realizo.”

Por causa da paixão pela dança, as duas se transformaram em atração e motivo de incentivo para outras pessoas na academia Angel Fitness, em Contagem, onde se exercitam várias vezes por semana.