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Sérgio Santos Rodrigues, novo presidente do Cruzeiro, e Sérgio Sette Câmara, presidente do Atlético, têm em comum mais do que o primeiro nome e o ofício, já que ambos são advogados. Amigos de longa data, os "xarás" mostram que o fato de se conhecerem há bastante tempo pode fazer com que a histórica rivalidade entre Raposa e Galo ganhe uma "versão 2.0", mais moderna e contemporânea.

Após ser eleito para presidir o Cruzeiro, Sérgio Santos Rodrigues alfinetou o Atlético e disse que o clube preto e branco não é o "grande rival" do time celeste. E o mandatário alvinegro, mesmo com a amizade existente entre os dois, não perdeu a oportunidade de retrucá-lo: "Ele ainda está comemorando, lutou tanto para isso. Mas tem que falar com ele que o Cruzeiro vai jogar é com Luverdense, CSA, Oeste", disse.

"Já tivemos alfinetadas brincando. Mas é engraçado que quando um fala do outro, nós mesmos somos os primeiros a avisar: olha, xará, falei isso de você. Vai ficar dentro de campo sim, temos que ser exemplos", disse Sérgio Santos Rodrigues em entrevista ao Hoje em Dia.

Os elogios, apesar das brincadeiras, são tônica nesse primeiro momento da governança do novo presidente cruzeirense e da relação com o velho conhecido atleticano.

"O Sérgio é uma camarada que tem uma visão moderna, pessoa dinâmica, já o conheco de muitos anos, conheço muito o pai dele. (...) O Brasil tem que ter dirigentes de alto nível. Não podemos perder essa mística da rivalidade, gozação, alfinetadazinha com nível de um com outro. Isso que é gostoso e faz o futebol ser legal, engraçado, o combustível mesmo", comentou Sérgio Sette Câmara ao HD.

Em 2017, quando Sérgio Santos Rodrigues tentou se eleger presidente, mas acabou derrotado nas eleições do Cruzeiro por Wagner Pires de Sá, Sette Câmara chegou à cadeira presidencial atleticana. Naquela época os dois já conversavam sobre os planos de pacificar discussões nos bastidores. 

"Pensávamos em fazer isso (melhorar as relações, assistir clássicos de torcida meio a meio juntos) quando ele foi candidato pela primeira vez, eu acabei sendo eleito e ele não, mas já tínhamos essa conversa.  O futebol é feito para pessoas querem se divertir, é um esporte, é cultura, diversão, alegria, para a pessoa extravazar, para isso que serve o futebol. Para que possamos ter esses momentos legais juntos. E que fique dentro de campo a rivalidade, fora dela temos que dar exemplo no dia a dia, mas caminhando juntos e fazermos o futebol mineiro mais forte", revelou o dirigente alvinegro. 

Por meio desse contato próximo e amizade os dois presidentes pretendem criar novos laços entre os rivais. 

"O Sette Câmara, agradeço o que ele falou sobre mim e falo igual, somos amigos, nos damos bem. Queremos construir uma nova relação, já falamos de jogar meio a meio, de coletivas juntos, de assistir jogos juntos. Essas são novas relações importantes de se estabelecer. Futebol é para construir e não destruir", opinou Sérgio Rodrigues.
Ambos os presidentes acreditam que o exemplo dado por eles pode fazer muita diferença. 

"São diversos projetos que podemos implementar. Sonho em ver Cruzeiro e Atlético no Mineirão, meio a meio, a gente vendo jogos juntos, o Raposão e o mascote do Atlético entrando em campo juntos, com bandeira de paz, acenando sobre isso, podendo assentar numa bancada depois para falar disso juntos. Essa atitude que vai refletir além das arquibancadas, no entorno do estádio, muitas vezes as brigas e mortes acontecem fora. Não vamos só falar, daremos o exemplo, é isso que espero que aconteça", vislumbra o novo mandatário celeste.

"O Sérgio é uma pessoa que tem essa abertura. Podemos chamar o América também e estarmos de mãos dadas, lutando por coisas boas para o nosso futebol, para o futebol mineiro, o engrandencimento do futebol mineiro. E todos se beneficiam com isso. Será sim uma relação legal e que trará muitos frutos", finalizou Sette Câmara.