Rogério Ceni agora é passado para o São Paulo. O goleiro, que, aos 42 anos, pisou pela última vez em um gramado como jogador profissional nesta sexta-feira, depois de 25 anos no clube, não vai fazer falta apenas para o torcedor, que tinha no arqueiro o seu ídolo máximo, mas também para os ex-companheiros, que afirmam: ídolos como Ceni serão cada vez mais difíceis no futebol.

"Esse tipo de cara não aparece mais. Esquece. Hoje foi o último dia. Quem viu Rogério Ceni, viu. Quem não viu, não vai mais ver um cara como ele", declarou Muricy Ramalho, técnico que mais comandou o camisa 01 em um campo de jogo e primeiro a deixá-lo cobrar faltas, que admitiu que o momento de parar é muito difícil, principalmente para um profissional como Rogério. "Ele vai morrer mais que os outros. Ele é um apaixonado pelo que faz e vai sentir muita falta".

Para Diego Lugano, segundo jogador mais saudado pela torcida na noite de sexta-feira, a festa para Rogério Ceni não só é merecida, como também pode ser benéfica para o clube. "Ele é um cara tão grande para a história do São Paulo e do futebol. É um dia histórico. Uma festa como essa une o São Paulo como um clube. Eu fico muito grato pelo respeito que ele tem por mim. Eu sou um privilegiado de ter jogado com ele."

As palavras do zagueiro uruguaio são semelhantes as do volante Josué, autor de um dos gols do time formado pelos campeões mundiais de 2005. "Uma honra poder participar dessa festa para um cara tão vitorioso. É o reencontro da geração de 2005 com os vencedores de 1992 e 1993. Acho que para juntar essa turma toda, só mesmo o Rogério".

Já Raí, que, em 1998, viveu situação parecida com a de Rogério, se despedindo dos gramados na equipe que virou ídolo e ícone de uma geração, acredita que o agora ex-goleiro vai se adaptar facilmente à vida de aposentado. "É um cara bem determinado. Muito sério em tudo o que faz. Ele vai se adaptar à nova realidade do dia a dia, mas com certeza ele vai ter muitos projetos, é um cara inteligente e vai ter sucesso onde for."