A liberação do atacante Diego Tardelli do departamento médico para o trabalho de transição, nesta terça-feira (15), agitou a torcida atleticana, que se animou com a proximidade do retorno do ídolo aos gramados.

A possibilidade de contar com Tardelli, em processo de recondicionamento físico, aliada à chegada de Eduardo Vargas, que realizou três jogos pelo Alvinegro até o momento, ampliam o leque de opções para o técnico Jorge Sampaoli armar o sistema ofensivo do Galo.

A dupla se junta aos ponteiros Keno e Savarino, destaques do Atlético no Brasileirão e que vêm tendo lugar cativo entre os titulares.

Além dos dois, o Galo conta com Eduardo Sasha - barrado para a entrada do chileno -, mas titular na maior parte do torneio, e com Marrony, outra peça frequentemente utilizada pelo treinador argentino.

Os jovens Marquinhos e Sávio também receberam oportunidades, porém a tendência é de que sejam menos acionados com as chegadas dos experientesreforços.

Versatilidade

O aproveitamento de Vargas e Tardelli não apenas aumentam a concorrência por uma vaga no onze inicial, mas também criam opções diferentes para Sampaoli alterar o esquema tático antes e durante as partidas.

Mesmo com 35 anos, e recém-recuperado de uma grave lesão, o que fora uma incógnita sobre a questão física, Tardelli teve a versatilidade como uma de suas características principais durante a carreira.

O camisa 9 já atuou, com destaque, centralizado, como centroavante, também pelas beiradas do campo, e até mesmo como armador central da equipe.

Contratação mais badalada do Galo no ano, e com grande prestígio junto à Sampaolli, Vargas vem atuando como atacante centralizado, mas, assim como Tardelli, também pode exercer outras funções em campo.

Essa versatilidade em campo, aliada a constante rotação no meio-campo alvinegro, promovida pelo treinador, fazem com que, inclusive, esse quarteto possa ser utilizado em alguns momentos durante as partidas.

As oscilações de jogadores que passaram pela função de armador do time no ano, como Nathan, Zaracho, Hyoran e Allan Franco, reforçam a tese de que Tardelli, Vargas e até mesmo Sasha, meia-atacante de origem, possam ser testados na posição.

Homem-gol

Mesmo com o melhor ataque do campeonato, com 44 gols marcados em 25 jogos, a efetividade do ataque do Galo foi contestada em alguns momentos do torneio.

Isso porque, mesmo criando muitas oportunidades de gol durante os duelos, o Alvinegro não conseguiu transformá-las em gol em vários jogos, o que custou pontos importantes na luta pelo título brasileiro.

Nesse caso, novamente Vargas e Tardelli podem ajudar a sanar esse problema.

Mesmo com o biotipo leve, ambos já atuaram durante a carreira na função de centroavante e conseguiram bons resultados.

Entre os feitos, Vargas acumula as artilharias da Copa América (2015 e 2016), que contribuíram diretamente para o título dos chilenos nos dois campeonatos.

Tardelli, artilheiro do Brasil em 2009, soma média de 0,5 gols por jogo pelo Galo (110 em 220 jogos), mesmo sem ter atuado todo o tempo como atacante centralizado, perto do gol.