O zagueiro Cacá tem sido peça importante no sistema defensivo do Cruzeiro e nessa semana especificamente o jogador deixou o gramado para ser o garoto-propaganda da Raposa em uma campanha contra o racismo.

O episódio de injúria racial no último clássico cometido por torcedores do Atlético contra um segurança que trabalhava no Mineirão foi notícia em todo o país. E o prata da casa cruzeirense foi enfático ao comentar sobre o crime de racismo.

"Racismo é uma coisa que não deveria existir. Deveria ser mais rígido nessa parte. Vi o que aconteceu no Mineirão, vi pela TV. É foda a gente que tem a pele mais escura, a gente sente até um arrepio, fica nervoso", comentou o zagueiro.

Só em Belo Horizonte a Polícia Civil foi acionada nesta semana duas vezes para investigar casos relacionados ao racismo. Além do ocorrido no Gigante da Pampulha, uma agência de emprego divulgou vagas para cuidadores de idosos vetando da seleção "negras e gordas".

"Nós mesmos não podemos fazer nada, depende de justiça, essas coisas. Deveria ter uma pena maior, ser tratado como se fosse, para mim como se fosse homicídio. Tinha que ser uma pena para o cara ficar muito tempo na cadeia. Para mim tinha que ser assim", disse o zagueiro cruzeirense. 

De acordo com a lei o racismo é um crime inafiançável e que não prescreve nunca, podendo gerar uma pena de até cinco anos de prisão. A injúria racial tem uma pena mais branda, até três anos de reclusão. 

Próxima rodada

O Cruzeiro volta a campo nesta segunda-feira (18) para fechar a 33ª rodada do Campeonato Brasileiro. A Raposa recebe o Avaí, no Mineirão, às 20h. Só a vitória interessa, já que os catarinenses estão na lanterna, quase rebaixados, e o time estrelado luta incansavelmente contra uma queda à Série B.