Desempregado desde que foi demitido do Tianjin Quanjian, da segunda divisão da China, Vanderlei Luxemburgo apontou em entrevista ao SporTV os motivos que causaram sua queda. Segundo o treinador, o futebol do país asiático sofre com problemas de corrupção e até de manipulação de resultados.

O comandante também atribuiu a sua curta passagem ao relacionamento com o ex-jogador chinês Li Weifeng, dirigente da equipe, que o teria boicotado. "O Li Weifeng começou a me boicotar no grupo de jogadores. O problema estava no Li Weifeng. Ele queria ter feito as contratações. Eu perdi de 3 a 2 para o último colocado. Teve um número 5 que falhou três vezes no jogo. Ele foi até do Felipão. Disse que ele era complicado e mandou embora. Ele fez assim (levantou o braço) em uma falta contra mim. Na hora, eu não percebi, só depois no tape. Meteu a bola e fez o gol lá. Eu não treino nada de linha de impedimento. Ele falhou nos três gols. Quando o adversário colocou a bola onde ele tinha levantado a mão, fez o gol", disse Luxemburgo.

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Sobre a corrupção dentro das competições nacionais, o técnico garantiu que a prática é constante na China. "Só armado. Lá é constante. Lá é constante (armado para entrar o jogo). Há alguns anos, muitas pessoas foram presas no futebol da China. Para o futebol chinês, tem que parar com a própria corrupção no futebol chinês. O presidente da China quer mudar o futebol chinês. Tem enraizado aquelas coisas ruins que vão sair naturalmente. O presidente da federação asiática me disse que a China deveria mudar o conceito interno", relembrou o treinador.

Contratado em agosto de 2015, Vanderlei Luxemburgo fazia parte de um projeto milionário que visava tirar o Tianjin Quanjian da segunda divisão do Campeonato Chinês e colocá-lo na elite. Com um contrato de três anos, o técnico levou sua comissão técnica e também indicou as contratações de Luis Fabiano, Jadson e Geuvânio. Os jogadores seguem no elenco.