Em 2017, o gol marcado de mão por Jô na vitória do Corinthians diante do Vasco, explodiu os pedidos de implementação do Árbitro de Vídeo (VAR) pela CBF no Campeonato Brasileiro. Na primeira vez que foi posto em votação, o modelo apresentado pela entidade foi vetado pela maioria dos 20 clubes, em 2018. Na próxima semana, o assunto voltará para a mesa na Série A 2019.

O encontro dos representantes dos 20 clubes da Primeira Divisão do Brasileiro na sede da CBF no Rio de Janeiro se dará no dia 19 de fevereiro, durante a construção e registro do Regulamento Específido da Competição (Brasileirão). 

No ano passado, a CBF apresentou a proposta de implantação do VAR ao custo de R$ 20 milhões para os 380 jogos da edição do Brasileiro. Na prática, cada equipe arcaria com R$ 1 milhão. Em Minas Gerais, Cruzeiro, Atlético e América votaram contra o VAR nestas condições, num placar geral de 12 votos a favor e 7 contra (o São Paulo não votou). 

"A reunião é dia 19 e eu estarei lá. Vamos receber essas informações do VAR. Temos uma posição no Atlético de ser a favor da tecnologia. Mas temos que saber o custo, quem vai assumir, quais são os protocolos de funcionamento do VAR", afirmou o vice-presidente do Galo, Lásaro Cândido, ao Hoje em Dia.

Em 2018, o advogado representante do Atlético na reunião publicou no Twitter sobre a votação desfavorável ao VAR nos moldes propostos. Algo que gerou bastante discussão na rede social.

Fato é que o Atlético deverá votar contra o VAR, se a proposta for a mesma de 2018. No caso do Campeonato Mineiro, a Federação Mineira colocou a tecnologia na análise de lances capitais dos jogos a partir das semifinais do Estadual, em custo total da organizadora (R$ 40 mil por partida). Na Libertadores, e Conmebol pratica o VAR a partir das quartas de final. Já na Copa do Brasil, ele está presenta sendo pago pela CBF das quartas de final adiante. 

Veja outros pensamentos de Lásaro sobre o VAR:

Transparência

"Só existe um lance que não é interpretativo, que é a bola passar da linha ou não, que é o chip na bola. O resto é tudo interpretativo. Primeiro vieram a pressa, falando que era absurdo ficar contra à tecnologia. Mas é uma reflexão: se você usa árbitros 'secretos'... porque a proposta no início sequer tinha a identificação quanto aos árbitros que iriam operar o vídeo. Nós pedimos o áudio das conversas, porque eles ficam escondidos".

Responsabilidade

"Então temos que ter o protocolo de funcionamento, transparência e o custo. Falam de Portugal. Portugal é pequeno, e segundo que eles pegam o vídeo da TV que transmite. Mas o curso acaba mais barato. Só que você transfere a responsabilidade para um 'terceiro-terceiro'. E nem a Globo queria isso, porque ficaria numa situação complicada. E qual imagem será eleita?".

Custo

"A tecnologia veio pra ficar, isso é evidente. No caso do Mineiro, isso foi custeada pela Federação Mineira. No mínimo, a CBF tem que arcar uma parte considerável disso, pra gente avaliar. Na época, era muito caro. Era R$ 1 milhão pra clubes pro campeonato todo. Imagina clubes como o América, é um dinheiro que compromete. Vamos discutir isso no dia 19, na reunião dos 20 para o regulamento específico".

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