Rogério Ceni vai comandar sua equipe no Horto neste domingo (21). Essa afirmação poderia ter sido feita há cerca de três meses atrás, caso o treinador tivesse aceitado a convite da cúpula alvinegra para dirigir o Atlético após a queda de Levir Culpi.

Na realidade, o ex-goleiro virá até Belo Horizonte para comandar o Fortaleza justamente contra o Galo. Mesmo com o esforço da diretoria atleticana em trazê-lo para treinar o clube, Ceni optou por não fechar com o Galo e permanecer no Leão do Pici, onde já conseguiu títulos importantes, como a Série B do Campeonato Brasileiro e a Copa do Nordeste.

Com as negativas das principais opções ventiladas pela diretoria do Galo, Rodrigo Santana foi o escolhido para permanecer como interino por um bom tempo, até ser efetivado durante a pausa dos jogos oficiais por conta da disputa da Copa América.

Rogério Ceni e Santana se enfrentarão em fases distintas na carreira. Embora o treinador atleticano tenha mais anos como técnico, Ceni, em pouco tempo já se consolidou como um dos principais técnicos da nova geração graças ao bom trabalho realizado no Fortaleza, apesar do fracasso à frente do São Paulo.

Favoritismo

A missão de Rogério Ceni em Belo Horizonte não será nada fácil. Sua equipe disputou, até o momento, cinco partidas fora de casa neste brasileirão, vencendo apenas uma e saindo de campo derrotada nas outras quatro oportunidades, resultando em um aproveitamento de apenas 25% dos pontos disputados.

Por outro lado, o desempenho atleticano jogando no Estádio Independência é muito bom. Dos 12 pontos disputados no horto, os comandados por Rodrigo Santana ganharam 10, vencendo três partidas e empatando uma. A única derrota do Galo como mandante nesse Brasileirão foi contra o Palmeiras, no Mineirão.

A eliminação da Copa do Brasil diante do Cruzeiro poderia sugerir uma profunda crise dentro do Atlético, mas a reação dos jogadores ao se unirem após o apito final e o reconhecimento da torcida apesar da desclassificação podem sugerir que o clima para a retomada do Brasileirão.

*Hugo Lobão sob supervisão de Lucas Borges