Entre Bruno e o Tupi está tudo certo para o goleiro vestir a camisa do clube de Juiz de Fora nesta temporada. Só falta o documento de liberação da Justiça para que o jogador revelado no Atlético possa deixar Varginha, no Sul de Minas Gerais, onde cumpre pena em domicílio.

Em contato com a reportagem do Hoje em Dia, o presidente do Tupi, José Luiz Mauler Júnior, que também é advogado, acredita que não haverá problema para a obtenção do documento. “Ele tem o direito ao trabalho, já tendo ajudado o Boa”, registra Júnior, citando o clube de Varginha onde o goleiro fez uma brevíssima passagem em 2017, antes de ter a liberdade revogada.

Bruno foi preso em setembro de 2010 pelo homicídio de Eliza Samudio e pelo sequestro do filho Bruninho, sendo condenado em 2013 a 20 anos e nove meses. Em julho do ano passado, a Justiça concedeu progressão da pena, passadno ao regime semiaberto. 

Segundo o dirigente, assim que os advogados conseguirem a liberação, o jogador já pode se apresentar ao clube, que começa os preparativos da temporada nesta segunda (6), com grandes chances de ser o titular. “Pelo nível dele, acredito sim que possa ser o titular”, analisa Júnior.

O presidente não se mostra preocupado com as reações negativas de torcedores, muitas delas publicadas no Instagram do clube. “Com o Fluminense de Feira (time que também estava em contato com Bruno), também houve esta reação. Vejo como algo normal, com as pessoas vendo isso a ferro e fogo, mas muitos de nós cometemos erros e sempre queremos uma nova chance. Mas quando acontece com outros, não (queremos dar)”, analisa.

No Instagram, num post em que o Tupi deseja feliz ano novo, boa parte dos comentários são dedicados a condenar a possível vinda do jogador, com críticas diretas ao dirigente. “Feliz ano novo para quem?”, pergunta um seguidor. Alguns prometem fazer boicote ao clube, que disputará o Módulo 2 do Campeonato Mineiro.

Ele também garante que não há temor de perder patrocinadores com a contratação de Bruno.