O atacante Diego Costa, do Atlético, é um dos alvos da “Operação Distração”, deflagrada pela Polícia Federal (PF), na manhã desta quinta-feira (30), no Sergipe, na Bahia e em São Paulo.

A ação apura suposta prática de exploração de jogos de azar, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e organização criminosa envolvendo um site de apostas, seus proprietários, operadores financeiros e financiador.

De acordo com comunicado divulgado pela PF (confira na íntegra abaixo),a atual fase da investigação, que está em sua segunda parte, está concentrada no processo de evasão de divisas, com foco nos doleiros e no financiador do site de apostas.

Nesse cenário estaria incluso Diego Costa que, segundo a Polícia Federal, seria o financiador do esquema criminoso.

Em relação à operação desta quinta, a 6ª Vara Federal de Itabaiana/SE expediu sete mandados de busca e apreensão, sem do dois em Itabaiana/SE, um em Lagarto/SE, dois em Simão Dias/SE, um em Salvador e um em São Paulo. Ainda conforme o órgão, também estão sendo cumpridos mandados de sequestro de bens pertencentes aos envolvidos no esquema criminoso.

Procurado pelo Hoje em Dia para comentar o caso, o Atlético afirmou, via assessoria de comunicação, que desconhece o caso e aguarda o término das investigações. A reportagem também tenta contato com a assessoria do jogador. 

Confira o comunicado da Polícia Federal sobre a operação:

"A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira, 30/9, a segunda fase da Operação DISTRAÇÃO, com o objetivo de obter provas para investigação que apura suposta prática de exploração de jogos de azar, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e organização criminosa envolvendo um site de apostas, seus proprietários, operadores financeiros e financiador.

Estão sendo cumpridos 7 mandados de busca e apreensão: 2 em Itabaiana/SE, 1 em Lagarto/SE, 2 em Simão Dias/SE, 1 em Salvador/BA e 1 em São Paulo/SP. Os mandados foram expedidos pelo Juízo da 6ª Vara Federal de Itabaiana/SE. Também estão sendo cumpridos mandados de sequestro de bens pertencentes aos envolvidos no esquema criminoso.

Na primeira fase da operação, deflagrada em 3/3/2021, foram apreendidos documentos e equipamentos eletrônicos que permitiram o aprofundamento da investigação e a quantia de mais de R$ 13 milhões em espécie.

Com base nas provas coletadas, foi possível identificar outras plataformas de aposta utilizadas pelo grupo e empresas físicas e pessoas jurídicas utilizadas para lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Além disso, foi constatada a participação de doleiros, que auxiliam a organização criminosa no processo de evasão de divisas, bem como a participação de um jogador de futebol que, supostamente, é o financiador do esquema criminoso.

Nesta fase, a investigação está concentrada no processo de evasão de divisas, com foco nos doleiros e no financiador do site de apostas".