O relógio marca 6h e, de segunda à sexta, o aposentado Roberto Elias, 72 anos, está esperando que a porta da academia seja aberta para que ele comece mais um dia de atividades físicas. Professor aposentado, ele acumula várias doenças, como diabetes e câncer na medula, e usa o esporte para ter uma vida mais saudável e menos dolorosa.
Casado há 43 anos, pai de dois filhos e avô de três netas, Roberto sempre reservou pelo menos uma hora do dia para caminhar pelas ruas de Belo Horizonte. Porém, foi em 2006 que viu a vida mudar com o aparecimento de graves problemas de saúde.

“Fiquei internado durante vários meses e perdi 16 quilos. Quando deixei o hospital, procurei uma academia para melhorar minha condição”, conta o aposentado.

E foi justamente na academia que ele encontrou a solução para grande parte das enfermidades. Foi através dos exercícios de musculação que Elias pôde fortalecer os ossos e driblar a osteoporose que já o perseguia.

Com uma alimentação controlada e acompanhada por nutricionistas, o homem que dedicou-se por 40 anos às salas de aula, na Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e na Pontifícia Universidade Católica (PUC), conseguiu também diminuir os efeitos causados pelo diabetes.

“O esporte me faz controlar as doenças, que hoje estão sob controle. Sempre que não posso ir à academia, as dores voltam”, relata Elias.

Contudo, nem todas as enfermidades são derrotadas pelo dedicado Roberto. Malhando uma hora e meia diariamente, ele torce para que o câncer na medula dê uma longa trégua e não o impeça de fazer o que mais gosta ultimamente. “Tem mais ou menos um ano e meio que não preciso abandonar a academia para as sessões de quimioterapia”, conta o aposentado.

Para as pessoas que se entregam a qualquer tipo de doença e esperam a vida passar, Roberto Elias deixa um recado: “O esporte é a melhor saída para quem está doente e até mesmo para quem não está. Quem se entrega vai sofrer e outras doenças surgirão.”