ariel cabral, cruzeiro

O volante Ariel Cabral teve um início de temporada conturbado no Cruzeiro e além da negociação coletiva por reparcelamento de salários por causa da crise financeira no clube, o argentino ficou quase dois meses longe de Belo Horizonte para resolver problemas pessoais. Muito se falou à época, inclusive, que o meio-campista buscava nova equipe para atuar em 2020.

Passados todos esses episódios, interrupção do calendário no futebol pela pandemia do coronavírus e retorno aos trabalhos seguindo medidas de segurança sanitária, Ariel Cabral já espera a retomada das partidas. E o jogador se coloca disponível para atuar onde o treinador Enderson Moreira preferir. 

"Pra mim tanto faz. Estou acostumado a jogar mais no meio-campo, mas se precisar jogar um pouco por fora ou posicionar melhor na saída de bola, como primeiro volante, não tem problema nenhum. Estou aqui para ajudar e também para entender a ideia que o Enderson tem, para que não só eu, mas todo o grupo possa entender e acreditar nela (na ideia do treinador)", opina.

De olho na titularidade do Cruzeiro com Enderson Moreira no comando técnico, Ariel Cabral espera o reinício do Campeonato Mineiro. A competição será retomada no dia 26 de julho, de acordo com calendário oficial da Federação Mineira de Futebol (FMF). O Cruzeiro enfrentará a URT em seu primeiro compromisso pós-parada forçada. 

"Como já se tem uma data, iremos intensificar mais as coisas. Começamos trabalhando a força, a parte aeróbica e hoje em dia, com essa data já marcada, podemos captar a ideia do treinador para fazer no jogo. Valorizamos muito essa volta e já temos uma referência para jogar", analisou. 

A metodologia de trabalho do novo comandante tem agradado não só ao volante, mas também aos demais jogadores do grupo. 

"O Enderson, toda a comissão técnica e o grupo que aqui está trabalhando, são pessoas preparadas e capacitadas para preparar o que o Cruzeiro pensa do seu próprio jogo, da maneira de jogar. A forma de trabalho é muito boa, os trabalhos são intensos e tem um único objetivo: atacar, com todo mundo correndo e se ajudando. Creio que o grupo esteja captando a ideia e gostando muito dos trabalhos dele (do treinador)", comenta.