O apelido “Maradona” foi dado por um olheiro, quando Ewerton Leandro Diniz fazia testes no América. A qualidade do menino, na época com sete anos, encantou a todos, mas as dificuldades financeiras para se deslocar o fizeram desistir momentaneamente do sonho de atuar num grande da capital e retornar a o Comercial, equipe do Barreiro, local onde foi criado.

Aos nove, após ser um dos destaques do time durante um torneio, o hoje meia do Guarani, de Divinópolis, foi convidado a defender o Atlético. O pai, que o acompanhava sempre, não teve dúvidas de que seria o melhor caminho para o garoto que despontava nos campinhos de várzea. No alvinegro, ficou até 0s 22, mas não teve tantas oportunidades para se firmar na equipe principal.

“Não tive as oportunidades que outros atletas tiveram. Participei de vários grupos e com 17 anos já treinava com os profissionais. A partir de 99, 2000 e 2001, comecei a me firmar no profissional, mas sem aquela chance de verdade para dar seguimento”, lamenta Ewerton.

Aos 36 anos e com vasta experiência em clubes do interior de Minas, o meia defenderá o Guarani pela primeira vez. “Cheguei há poucos dias no Guarani. Fui indicado pelo Gian Rodrigues (técnico), com quem trabalhei na Caldense. Não pensei duas vezes e vi como a melhor escolha”, conta ao Hoje em Dia.

Velho conhecido do torcedor mineiro, Maradona perdeu as contas de quantas vezes disputou a competição estadual e, de cabeça, não consegue mencionar todos os clubes que defendeu por aqui. Contudo, agradece ao futebol pelas oportunidades e pelo pé de meia que conseguir fazer.

Vice em 2015

Um dos titulares de Léo Condé na Caldense, equipe vice-campeã mineira de 2015 e pela qual atuou durante dez anos, Maradona não se conforma com a perda do título para o Atlético, clube que o formou. Apesar de não ter encarado aquela decisão como uma chance de dar o troco por não ter sido valorizado no alvinegro, ele aponta os erros de arbitragem para explicar a derrota no duelo decisivo, em Varginha.

“Não tenho raiva alguma. No jogo da Caldense, não merecíamos ter perdido nem a partida e nem o título. Primeiramente pela campanha e depois pelos dois jogos das finais. Jogamos de igual para igual. O gol do Atlético deveria ter sido anulado; mas como era um time grande da capital, então pesou”, comenta o meia do Bugre.

A estreia do Guarani no Campeonato Mineiro será em casa e, de cara, com um grande desafio pela frente. No próximo dia 19, o Tamanduá receberá o Cruzeiro, atual campeão, e verá lotadas as arquibancadas do estádio Farião; será o duelo de abertura da competição.