Na luta para encerrar o jejum de quase 50 anos sem conquistar o Campeonato Brasileiro, o Galo aparece nas primeiras posições desde o início da disputa.

Entretanto, o time comandado pelo técnico Jorge Sampaoli vem apresentando um desequilíbrio em alguns fatores na campanha, que tem sido determinante para que o time não esteja na ponta da tabela.

O primeiro deles é em relação a campanha fora de casa na competição. Se tem o melhor aproveitamento como mandante, conquistando 80% dos pontos disputados, resultado de 11 vitórias, três empates e apenas uma derrota, o Alvinegro, tem desempenho discreto longe do Mineirão.

Somada a derrota por 3 a 2 para o Vasco, nesse sábado (23), em São Januário, o Atlético tem apenas a 11ª melhor campanha como visitante no Brasileirão, a pior entre os seis primeiros colocados.

Fora de Belo Horizonte, o Galo somou 18 dos 48 pontos em disputa (cinco vitórias, três empates e oito derrotas), o que representa apenas 37,5% de aproveitamento.

Defesa

O setor ofensivo do Atlético certamente é um dos principais responsáveis pela boa campanha do time no Brasileirão.

Comas duas bolas na rede diante do cruzmaltino, o Galo chegou a 54 gols em 31 jogos, o Galo tem o melhor ataque da competição. 

Além das bolas nas redes, o Alvinegro também o time que mais finaliza na competição, com 504 chutes, de acordo com levantamento do ge.globo.

Entretanto, se o ataque vem regulando, a defesa Alvinegra passa longe da estabilidade que o time precisa para alçar voos maiores no Brasileirão.

No momento, o Atlético tem a sexta pior defesa do campeonato, ao lado de Ceará e Sport, com 41 gols sofridos, em 31 jogos.

Apenas Coritiba, Vasco, Botafogo, Goiás e Bahia sofreram mais gols. O detalhe é que todos esses times lutam contra o rebaixamento.

Para ainda sonhar com a taça do Brasileirão, buscar o equilíbrio entre ataque e defesa, além do desempenho dentro e longe de casa, se tornar cada vez mais fundamental para o Atlético.