Por enquanto, só a Seleção Equatoriana pode contar com Frickson Erazo e Juanito Cazares. No Atlético, ambos só estão disponíveis para treinos. E, até resolver pendências burocráticas, o Galo não poderá utilizar a dupla. Faltam documentos necessários para registrar o zagueiro e o meia-atacante no BID (Boletim Informativo Diário).

Sem querer entrar em detalhes da situação, o diretor jurídico do Atlético, Lásaro Cândido, informa que a situação extracampo de Erazo e Cazares está em "fase normal".

"Não posso falar nada. Está em fase normal de burocracia. Eu não posso entrar em detalhes. O setor do clube está atuando para resolver questões burocráticas", disse o advogado alvinegro, ao Hoje em Dia.

Os trâmites para registro de Erazo estão em uma situação mais amena que a de Cazares, segundo a reportagem apurou. No caso do substituto de Jemerson, o empresário do zagueiro disse que falta apenas a assinatura do Galo no contrato do atleta.

"Falta só o Atlético assinar o contrato e, então, irá registrar (no BID). É uma transferência internacional, do Estoril (Portugal) para o Atlético", disse André Cury, agente de Erazo.

Já Cazares, que chegou ao Galo em meio a uma discussão jurídica entre Banfield-ARG, Independiente Del Valle-EQU e o próprio Atlético, não foi registrado pois falta a emissão da CTI (Certificado de Transferências Internacionais) por parte da FIFA.

Esse documento só é liberado quando os clubes envolvidos na negociação (no caso, Atlético e Del Valle) entram com a papelada necessária no Transfer Matching System (TMS) da Fifa. Sem a CTI, o jogador envolvido não consegue se transferir oficialmente para um novo clube de um país diferente.

Consultado sobre a questão, o advogado da equipe argentina, Martin Moya, afirmou que o Banfield fez o uso da opção de compra de Cazares e apresentou garantias jurídicas na Fifa. Portanto, o Del Valle e a Federação do Equador ficariam impossibilitados de enviar documentos da transferência.

"O Banfield registrou no TMS o uso da opção de compra. Apresentou a documentação. E efetuou a mudança de empréstimo para transferência permanente. Por isso, nem Independiente Del Valle nem a Federação Equatoriana conseguiram fazer o retorno do CTI", alega Martin Moya.

Perguntado se o Banfield, com sua ameaça de ir à Justiça, teria interferido no atraso da oficialização do contrato de Cazares, Lásaro Cândido voltou a afirmar que existem apenas questões burocráticas, afastando demandas judiciais do caso.

"Não tem nada de Justiça. O que nós temos, por ora, é questões burocráticas, mas não vamos revelar detalhes. Não sei (o prazo). Quando se tem questões burocráticas para resolver, envolve não só o departamento jurídico. Envolve, especialmente, o departamento técnico", declarou.