Todo início de ciclo vem carregado de grandes expectativas, metas e projetos a serem executados. Neste aniversário de 113 anos do Atlético, comemorado nesta quinta-feira (25), não é diferente. Apesar de todos os problemas causados pela pandemia do novo coronavírus, o clube passou por transformações importantes desde a queda para o Afogados, de Pernambuco, na Copa do Brasil do ano passado, e, com a ajuda de mecenas, fez o maior investimento de sua história para montar um supertime.

Com os holofotes do mercado da bola virados para a Sede de Lourdes, o Alvinegro tem como grande meta se tornar a principal equipe da América do Sul em breve. Essa missão, inclusive, é repetida constantemente durante as apresentações de atletas na Cidade do Galo e em entrevistas concedidas pelos dirigentes à imprensa. Nacho Fernández, por exemplo, chegou ao clube sendo considerado o melhor meia do futebol argentino e pupilo do saudoso Diego Armando Maradona, de Riquelme e outros ex-craques do país hermano.

Com a força de Hulk, o talento de Nacho, a velocidade de Keno, a imponência do xerife Junior Alonso, a experiência do técnico Cuca e as características de cada peça desta engrenagem, a esperança é de grandes voltas olímpicas nesta década que se inicia. Voltar a levantar o caneco do Campeonato Brasileiro, algo que não acontece desde 1971 – completando 50 anos do jejum nesta temporada –, é a grande ambição.

Contudo, não se pode deixar de lado o sonho de, mais uma vez, conquistar a América. Repetir o feito de 2013, quando Cuca era o comandante, poderá acontecer em 2021, já que a equipe está na fase de grupos e estreia na segunda quinzena de abril. A Copa do Brasil, conquistada em 2014, sob a tutela de Levir Culpi, também está no 'caderninho de metas'.

Claro que esse sonho só será construído se o Atlético fazer valer tanta força financeira e técnica dentro de campo, diante de outros gigantes, como Flamengo, Palmeiras e River Plate. 

Retornar ao Mundial de Clubes e avançar à final seriam a cereja do bolo. Deixar para trás o trauma da eliminação para o Raja Casablanca, no Marrocos, seria outro presente inesquecível para os milhões de apaixonados pelo alvinegro, fundado em 25 de março de 1908.

Arena MRV

Outro grande atrativo desta nova fase na vida do Atlético é a construção do estádio próprio. A nova casa, que terá pouco menos de 50 mil lugares, é vista como fonte de rendas milionárias, que extrapolam as quatro linhas. A Arena MRV, com previsão de ser entregue no segundo semestre de 2022, já ganha forma, e os primeiros pilares já podem ser vistos à distância. Palco para o futebol, o local também promete entrar no cenário cultural da cidade, com shows e grandes eventos; um espaço multifuncional.

Apesar de ter preparado uma comemoração mais discreta e focando 100% nas redes sociais, o aniversário de 113 anos vem cercado de valores. Empatia a todos que vivem o drama da Covid-19 e, principalmente, aos quase 300 mil mortos só no Brasil, foi o caminho escolhido internamente.

Atlético

Leia Mais:
Faltam 23 dias: Dario dá presente especial para a Massa em virada na campanha do título de 1970
A maior pressão da história e a inabalável fé da Massa: o ano 'Cento e Galo'