A vontade do Atlético e da própria filha do empresário de Diego Tardelli não devem prevalecer para o camisa 9 retornar ao Galo. A alta pedida salarial do jogador, que vem de quatro temporadas no milionário futebol chinês, afasta o clube mineiro. Na contramão, está o Grêmio, que deseja contar com o futebol do atacante de 33 anos e, para tanto, recebeu a seguinte orientação do técnico Renato Gaúcho: "pegar todas as forças".

Em entrevista coletiva no clube gaúcho, o treinador gremista revelou publicamente que há conversas por Diego Tardelli. Notícia do portal UOL dá conta que o CEO do Grêmio, Carlos Amoedo, foi até São Paulo se reunir com Giuliano Bertolucci, agente do atleta. 

"Há dois anos que eu estou tentando trazer esse jogador para o Grêmio. Há umas três semanas, falei com ele por telefone e ele disse: ‘Olha, tô de volta. Como sempre prometi, tenho o desejo de trabalhar com você, tem essa oportunidade’. Queria saber o que eu pensava. Eu falei que sim, temos o interesse nele e eu ia fazer de tudo para trazer esse jogador para o Grêmio", afirmou Renato Portaluppi.

Personagem da seção Papo em Dia do caderno de esportes do Hoje em Dia deste fim de semana, o vice-presidente do Atlético, Lásaro Cândido, comentou sobre o assunto Tardelli e a provável volta ao Atlético. O assunto, estagnado, não está descartado. Mas, nas palavras do advogado, é preciso que "o jogador, logo de cara, renuncie à pretensão salarial de 'salário chinês'". Informações de bastidores tão conta que DT9 teria pedido quase R$ 2 milhões por mês pra voltar ao Brasil e defender o preto e branco do Galo.

"É muito difícil. Se ele não abaixar, é quase que impossível. Mas houve conversa, lógico. É um ídolo e poderia ser muito útil ao Atlético. Mas não dá pra fazer loucura. Não (descartamos). Se ele resolver pretender no Atlético, ele jogaria. Agora, pra isso ele tem que, de cara, renunciar essa pretensão salarial de 'salário chinês'. O Atlético não vai fazer isso, teria de reajustar a uma realidade do clube", afirmou Lásaro, que ainda criticou a postura do conselheiro opositor Fabiano Lopes Ferreira, que teria protocolado no Conselho Deliberativo do Galo uma proposta de patrocínio de sua empresa Multimarcas Consórcio para ajudar a trazer Tardelli.

"Vi aí um sujeito candidato a presidente do Atlético, os valores dele não paga um salário, um mês do Tardelli. O que ele está praticando no mercado. Ele apresentou uma proposta agora, registrou dia 6 de fevereiro no Conselho, mas nem tinha valor. Mas se tivesse também, chegou tarde, porque temos a concorrente dele, a Bamaq, que já tem contrato assinado. Ele não procurou o Atlético, procurou agora depois que já tinha..."

"É difícil acreditar numa pessoa que cujo o lema para presidir o Atlético era 'avante Atlético'. Não dá. E o caso atual está exigindo maior preocupação com o Villa Nova, ele tem que cuidar das questões do Villa. Então que fique bem claro que essa questão de patrocínio dele para pagar Tardelli, é um mês de salário, não tem noção das coisas. Então não há a menor possibilidade", completou Lásaro Cândido.

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