O clássico deste domingo entre Atlético e América, às 16h, no Mineirão, pela 10ª rodada da fase classificatória do Campeonato Mineiro, é fundamental para que os treinadores dos dois clubes, Levir Culpi e Givanildo de Oliveira, respectivamente, possam se aproximar de alguns dos seus objetivos nesta temporada de 2019 que tem apenas dois meses de bola rolando.

Com 313 partidas à frente do Galo, Levir Culpi é o terceiro na lista dos treinadores que mais comandaram o Atlético na sua centenária história, atrás apenas de Procópio Cardozo (328) e Telê Santana (434).

Portanto, está a 16 jogos de chegar à segunda posição, sendo que superar Telê Santana em 2019 é impossível, pois precisa ainda de mais 121 partidas, o que só seria possível em 2020, caso ele siga no comando da equipe até lá.

A segunda posição neste ranking de treinadores do América já é ocupada por Givanildo de Oliveira, com 251 partidas, mas o primeiro lugar é possível ainda em 2019, pois ele é ocupado por Yustrich, com 278 jogos.

Pressão

Vivendo momento de grande pressão, por causa do péssimo início de fase de grupos da Copa Libertadores feito pela equipe, que é lanterna da chave com duas derrotas em duas rodadas, Levir Culpi vê o clássico como a senha para tempos de paz que possam lhe permitir não só o ajuste do time, visando a competição internacional, mas também para ampliar sua impressionante marca no Campeonato Mineiro.

Se vencer o clássico de domingo, o Atlético garante, com uma rodada de antecipação, a primeira colocação. E assegura o direito de disputar as quartas de final, que são em jogo único, com o mando de campo, e se for às semifinais e final, além de ser mandante no jogo de volta, ainda terá a vantagem de dois empates ou vitória e derrota pela mesma diferença de gols.

Isso é muito importante para que Levir Culpi possa aumentar ainda mais a sua marca estadual. Pentacampeão mineiro, com as taças erguidas com o Atlético (1995, 2007 e 2015) e Cruzeiro (1996 e 1998), ele tem a chance em 2019 de chegar ao hexa.

E nas duas últimas edições do torneio, a senha para o título foi terminar a fase classificatória na primeira colocação, usufruindo das vantagens nas fases finais.

Bicampeonato

Givanildo Oliveira busca também uma marca significativa, pois pode ser o primeiro treinador bicampeão mineiro pelo América na Era do Profissionalismo, iniciada em 1993.

Desde então, o Coelho venceu o Estadual seis vezes (1948, 1957, 1971, 1993, 2001 e 2016). Na última delas, tinha Givanildo no comando. Agora, ele tenta repetir a história vivida há três anos.

E para isso, vencer o clássico de domingo será um passo importante, pois o América retomaria a liderança isolada do Campeonato Mineiro e precisaria apenas vencer o Guarani, na próxima quarta-feira, no Independência, para garantir todas as vantagens na fase final da competição.

Futuro

Como já é matemático que os clubes da capital ocuparão as três primeiras posições da fase classificatória, o primeiro colocado pode adiar um clássico na fase decisiva, pois se todos chegarem às semifinais, aqueles que tiverem ficado na segunda e terceira colocações disputarão uma vaga na decisão do título do Estadual de 2019.

O retrospecto mostra que o América, desde 2004, quando a atual fórmula de disputa passou a ser usada no Módulo I do Campeonato Mineiro, já fez dez confrontos de mata-mata contra Atlético e Cruzeiro.

Perdeu sete vezes e venceu apenas três. As vitórias foram nas semifinais de 2012 e 2016, contra o Cruzeiro, e a decisão de 2016, contra o Atlético.

Nos dois mata-matas de 2016, o treinador era Givanildo Oliveira, que duela com o ex-companheiro Levir Culpi neste domingo, quando uma vitória valerá muito mais que três pontos para ambos.