O lateral-direito do Atlético, Marcos Rocha, que não vive seu melhor momento, completará na partida com o Palmeiras, neste domingo (23), às 18h30, no Independência, a marca de 200 partidas pelo clube alvinegro. Admitindo a má fase, o jogador espera voltar ao "nível alto" o mais rápido possível. Para isso, já projeta a partida perfeita: vencer e marcando gol.

"Sempre deixei claro aqui que, a partir do momento que jogasse abaixo do que a torcida estava acostumado a ver dentro de campo, a cobrança voltaria. Estou tentando voltar ao meu ritmo, voltar ao nível alto onde joguei nos três últimos anos. Não é desculpa, mas essas lesões que tive me atrapalhou bastante. Mas é trabalhando, com a confiança dos companheiros, do treinador, que tenho certeza que o mais rápido possível vou voltar a ter esse rendimento alto. E se fosse antigamente, poderia ter certeza que eu ia caçar uma bela confusão", comentou o jogador, em entrevista coletiva na Cidade do Galo.

Marcos Rocha participou de seis jogos em 19 rodadas do turno, por conta de três lesões; causa, segundo ele de sua queda de rendimento. O jogador ainda está em busca de um ritmo de jogo ideal para voltar no nível em que estava jogando. Contra o Figueirense, pela partida de ida das oitavas de final da Copa do Brasil, Marcos Rocha recebeu críticas da torcida, após o gol de Clayton, que encontrou espaço para penetrar na área alvinegra e abrir o placar no Horto.

Sem vencer há quatro partidas, o Atlético que está com 36 pontos, quatro a menos que o líder Corinthians, terá pela frente o Palmeiras, para reagir no torneio. Também buscando dar a volta por cima no seu futebol, o lateral-direito já imagina como seria uma partida perfeita: "1 a 0 com gol meu. Mas o importante é voltar a vencer para passar essa maré de azar, é importante fazer 1 a 0, conseguir os três pontos, para que possamos voltar a jogar com mais tranquilidade, sem a pressão interna que a gente tem, para dar sequência no Brasileiro", destaca.

Revelado pelas categorias de base do Atlético, Marcos Rocha foi promovido ao time principal em 2008, mas também passou por Tombense, CRB, Ponte Preta e América. O jogador voltou ao time alvinegro em 2012.

"Foi difícil, acho que outra pessoa no meu lugar não teria chegado conseguido essa marca, chegar no Atlético e conseguir fazer 200 jogos. Onde tive que sair, pegar experiência e quando retornei fui bastante cobrado. Muitas pessoas não acreditavam ainda que eu tinha condições de vestir a camisa 2 do Atlético. Tive que dar a volta por cima, graças ao Cuca, que me deu oportunidade e cheguei à Seleção Brasileira. Depois, o Paulo Autuori, treinador com quem aprendi muito com ele, e agora tem o Levir, treinador que que me dá liberdade para expressar minha opinião dentro e fora de campo. Treinadores que encontrei no Atlético, o Marcelo Oliveira, que meu trouxe para as categorias de base. São pessoas que marcaram minha trajetória, e sou bastante grato a eles, comentou o atleta.