Antes de Réver levantar a taça da Libertadores em julho do ano passado, a simbologia de capitão do Atlético sempre recaía em Oldair Barchi. Contudo, neste sábado, as lembranças do ex-volante alvinegro que "levantou" a taça do Brasileirão de 1971 se juntou à saudade que ele deixará para amigos e familiares. Oldair faleceu vítima de câncer de pulmão, aos 75 anos, na noite de sexta.

Além de ser o capitão do segundo mais importante troféu do Galo, o volante e lateral-esquerdo foi um dos heróis da conquista. O mesmo gostava de afirmar que foi dos pés dele que saiu o gol do título. Diante do São Paulo, no Triangular final, Oldair desferiu um chute violento numa falta na entrada da área, o que deu a vitória ao time mineiro e proporcionou ao Atlético um simples empate contra o Botafogo para garantir o título. Ou seja, a cabeçada de Dadá, mesmo se não acontecesse, não impediria a glória.

Natural de São Paulo, Oldair morava em Belo Horizonte, cidade que conheceu em 1968, quando chegou ao Atlético. O time alvinegro só deixaria de contar com seu futebol em 1973. O volante se aposentou quatro anos mais tarde. Passou pelo Palmeiras, Fluminense e Vasco.

Ao todo, no Atlético, foram 282 jogos e 61 gols. Foi também campeão mineiro de 1970, também sob o comando de Telê Santana. Chegou a ser treinador dos juniores do clube e ocupou cargos administrativos na Vila Olímpica. Ele estava internado há um mês para tentar combater o câncer. Ele será sepultado, às 16h, no Cemitério Terra Santa Parque, na entrada de Sabará