Ficar afastado enquanto a temporada toma o seu curso natural é uma experiência rara na carreira de Victor. O goleiro não vivia essa situação desde 2008, quando defendia o Grêmio e ficou de molho por um mês e meio devido a um problema no rim. O prejuízo ao Atlético, porém, será maior. Submetido a uma cirurgia no joelho, o camisa 1 está vetado do clássico contra o Cruzeiro pelo Estadual e, provavelmente, da possível disputa das oitavas de final da Copa Libertadores.

Se na última lesão grave o “Santo” havia perdido dois jogos da Copa do Brasil e mais seis do Campeonato Gaúcho, desta vez, o ídolo desfalcará o Galo por até 10 partidas, incluindo todo o returno da fase de grupos da competição continental.

O jogador foi liberado nessa quarta-feira (16) após uma artroscopia bem sucedida no joelho direito e já deve iniciar a fisioterapia nesta quinta-feira (17). A expectativa do Departamento Médico é que a recuperação dure de quatro a seis semanas, período no qual será substituído por Giovanni.

Em uma previsão mais pessimista, o retorno de Victor ao gol do Atlético poderá ocorrer somente após as semifinais do Campeonato Mineiro e do jogo de ida do primeiro mata-mata da Libertadores, caso o time avance à próxima fase.

“O Victor teve uma entorse no joelho direito, e isso levou a uma ruptura no menisco medial. Estamos acelerando o processo para que ele se recupere o mais rápido possível e desfalque pouco o time nas competições”, detalhou o médico Rodrigo Lasmar.

Titular do time antes da contratação do ídolo alvinegro, em 2012, Giovanni passou a última temporada inteira no banco de reservas. Neste ano, porém, ele já havia atuado, diante do Guarani e duas vezes contra o América, antes do duelo contra o Colo-Colo, no Independência.

Carlos e Dátolo

Victor fará companhia a Carlos e Dátolo na “geladeira”. O atacante foi a primeira baixa da atual temporada, ainda em janeiro, ao sofrer uma ruptura no ligamento do tornozelo. O jovem de 20 anos já está em fase final de recuperação.

“O Carlos já não usa muletas e vem muito bem no trabalho de reforço muscular. É cedo, ainda não faz corridas. Mas, dentro da expectativa inicial de três meses, ele vem na melhor perspectiva”, resumiu o chefe da equipe médica.

Já o meia argentino, que já havia se lesionado em fevereiro, deve ficar mais algumas semanas de molho, após ter contundido a coxa esquerda no primeiro jogo contra o Colo-Colo, no Chile. “O Dátolo teve um pequeno estiramento na coxa. Está evoluindo, mas sem previsão de retorno. Irá demorar um pouco mais”, concluiu Lasmar.